casos de alta qualidade online.

comentarios

Data: 01/10/2012

De: casosdelondresyard

Assunto: caso de Romeu e Julieta

Como eu disse para vocês esta aqui o resultado do caso de Romeu e Julieta,
Romeu e Julieta eram dois peixes e os cacos de vidro a água foi o aquário que caiu quebrando e matando os dois

Data: 30/09/2012

De: dudu

Assunto: caso de Romeu e Julieta

um matou o outro

Blog

20/05/2013 21:35

O caso do benfeitor acanhado.

O caso do benfeitor acanhado

Willard MacFie, um apagado e pequeno serralheiro, chegou á casa de Luis Será com uma estranha historia. No caso minha casa.

Três meses atrás, MacFie, que estava á beira da falência, recebeu pelo correio um envelope contendo uma nota nova de 100,00 reais  e uma carta. A carta pedia a MacFie que dividisse equitativamente sua boa sorte com outras pessoas. A primeira delas instruía MacFie para entregar, nesse mesmo dia, á uma da tarde, metade do dinheiro a um cego vendedor de lápis. MacFie acedeu rapidamente.

O presente anônimo continuou chegando a cada 14 dias, beneficiando também outras pessoas necessitadas: uma velha mulher que trabalhava no bar, um condutor de carruagens maneta, um marinheiro tatuado que vive aqui na cidade e uma moça bonita que trabalhava na farmácia.

MacFie supôs, inicialmente, que seu acanhado benfeitor poderia ser uma das seguintes pessoas: seu sobrinho, Niles MacFie, um agitado ator de teatro ou seu tio Elston MacFie, um conhecido monge. No entanto, nenhum dos seus parentes tinha inclinação para a caridade, além do que a comparação da escrita relevou que nenhum deles era responsável por tão curioso presente.

MacFie jurou manter em segredo a questão dos presentes, mas de manhã cedo foi interrogado. Enquanto isso, oficiais da policia rodeavam o corpo de uma jovem mulher que tinha sido morta a pancadas na alameda atrás da farmácia.

MacFie reconheceu o corpo, identificado pelos jornais da tarde como sendo o de Melanie Blakesley, jovem mulher escolhida pelo benfeitor para receber a última doação. MacFie ficou perturbado pelo fato de que, no dia em que lhe enviou as 50,00 reais na farmácia, ele viu Melanie Blakesley conversando com Elston MacFie, o qual tremia visivelmente.

 MacFie pediu pra mim descobrir o assassino da moça, o motivo da morte, quem e o doador anônimo e o motivo das doações.

Pra deixar melhor pra você ler.

a)      Quem matou a jovem?

b)      Por quê?

c)       Quem e o benfeitor anônimo?

d)      O motivo que esta por trás das doações?

Então La fui eu demorei tempo pra  descobrir tudo isso mas ate que foi uma aventura entanto.

Niles MacFie conheceu, devido a sua amizade com Emmanuel Everly, o esconderijo onde ele guardava as notas falsas. Quando Everly foi preso por tentar passá-las. Niles decidiu passar as notas do seu próprio jeito para não acabar na prisão, como Everly.

O ator montou uma trama utilizando seu tio Willard MacFie como ingênuo e involuntário cúmplice. Ele receberia uma nota falsa de 100,00 reais; correria o risco de trocá-las e entregaria a metade a Niles, que apareceria sob vários disfarces diferentes.

Para evitar que seu  tio reconhecesse sua caligrafia, Niles requereu a ajuda de sua namorada, Melanie Blakesley, para que escrevesse as cartas do benfeitor. Mas Melanie, que o ajudou no ultimo encontro, exigiu mais dinheiro ameaçando do informar as autoridades o que se passava.

e)      Quem matou a jovem? Niles MacFie.

f)       Por quê? Chantagem.

g)      Quem e o benfeitor anônimo? Niles MacFie.

h)      O motivo que esta por trás das doações? Passar notas falsas.

Foi exatamente como pensei, mas daí quando eu achei o esconderijo logo peguei uma nota e mandei para o laboratório para ver se era falsa e era só não sabia que Niles MacFie que era o assassino esse homes era meio psicopata não mata a própria namorada.

Mas agora ele esta preso e não vai mas faze isso risos.

30/12/2012 18:48

Caso da estranha faxineira.

 

Na semana passada o corpo de uma jovem faxineira foi encontrado na despensa do fabricante de tabaco.

Daniel Ferguson, o negociante de tabaco que descobriu a moça morta, identificou a vitima como sendo uma nova empregada da firma, chamada Bessie Kidder.

 A senhora Louise Ferguson, esposa do negociante, observou asperamente que, possivelmente, seu esposo fez a pobre menina trabalhar ate a morte. Não foram encontradas marcas no seu corpo e o relatório do investigador do crime não registrou traços de veneno.

As pessoas interrogadas pelo inspetor Lestrade da Scotland Yard incluem o balconista Lowel Quilly, que insiste em afirmar que nunca viu a infortunada moça; o entregador Ralph Pennman que se recusa a falar sem a presença de um advogado e Daniel Ferguson que alega que as investigações perturbaram suas viagens de rotina para sua loja de Liverpool.

O inspetor Lestrade daria o caso por encerrado não fosse por uma perturbadora evidencia: Bessie Kidder compareceu ao serviço com unhas pintadas.

Luiz Será deve descobrir

A)     Quem matou a faxineira?

B)      O motivo?

C)      A causa da morte?

Esse caso acho que foi um dos mais difíceis para desvendar.

Daniel Ferguson, dividindo seus negócios equitativamente entre Liverpool e Londres, encontrou neste arranjo uma boa oportunidade para dividir também seus afetos.

Surpreendido pela visita de Bessie, a sua esposa de Liverpool, na loja de Londres, Daniel  Ferguson armou um engodo, convidando a moça para entrar no barracão que havia atrás da tabacaria e que era utilizado para aromatizar certas misturas de fumo com fumaça de nogueira. Lá, ele a trancou, deixando-a morrer asfixiada. Posteriormente, ele vestiu a vitima com roupas de faxineira, na tentativa de justificar a sua presença ali.

a)      Assassino? Daniel Ferguson

b)      Motivo? Bigamia

c)       A causa da morte? Asfixia

30/12/2012 00:34

O caso da passagem que não foi paga

 

Temos cada caso muito interessante um melhor que o outro vamos ao trabalho postar tudo isso.

O inspetor Gregson, da Scotland Yard, atravessou a cidade para chegar à casa de Luis Será e discutir com o detetive principal as curiosidades circunstancias que rodeiam a morte do senhor Bevin Radcliff.

Radcliff, que era o restaurador do museu, foi encontrado quarta-feira á noite estrangulado numa carruagem de quatro rodas perto do parque. Inexplicavelmente, a vitima estava vestido com um uniforme de condutor.

O interrogatório efetuado no hotel revelou que Isadora Chamberlain, esposa do hospede Luther Chamberlain, havia regressado do teatro na noite do crime com a carruagem em questão.

A senhora Chamberlain insiste, chorando que o condutor estava vivo quando ela deixou e jura que não sabe por que razão Radcliff queria passar por condutor de carruagens.

O inspetor Gregson, incapaz de desenvolver uma teoria satisfatória, localizou o dono do veiculo, Austin Combonn. Combonn admite que Radcliff realmente pagou pelo uso de uma carruagem e o uniforme de condutor por uma semana, mas ele não faz ideia do uso que o restaurador fez com a carruagem ou o uniforme.

Antes de expor uma teoria, Luiz sugere uma visita ao local do crime.

O exame da carruagem revela a existência de alguns trocados por baixo das almofadas do assento do condutor, um pacote contendo aparentemente o traje de noite de Radcliff e um bilhete de teatro usado,

Dr. Watson tem duvidas sobre Luiz, apesar de seu conhecido pode de dedução, conseguira determinar.

A)Quem matou o restaurador?

B)O motivo?

C) a arma?

Não precisei ir a muitos lugares perto do parque já soube que ele tinha um caso com Isadora Chamberlain, e também vo na carruagem que as roupas de Radcliff não estavam com o cinto e o motivo por adultério.

A)     Assacino? Luther Chamberlain.

B)      Motivo? Adultério.

C)      Arma? Cinto.

 

10/10/2012 15:37

O caso do ladrão de mãos vazias.

 

Ontem à noite não posso exibir a data me desculpa o desajeitado Jerome Galton, proprietário de taverna cabeça de porco, foi encontrado morto na sua sala de trabalho no andar em cima do bar.

A senhora Beatrice Galton, a ingênua esposa da vitima, afirma ter deixado o andar superior aproximadamente ás cinco e meia da tarde para pagar ao merceeiro uma conta atrasada. A senhora Galton jantou com seu pai, Lord Renshaw, no hotel e regressou ás 8 da noite encontrando seu esposo no chão entre papeis espalhados, vidro quebrado e algumas cadeiras viradas. A vitima tinha recebido varias facadas no peito.

A porta da caixa-forte estava aberta e faltava a caixa que continha os diamantes dos Renshaw, que tinham sido deixados para Beatrice pela sua falecida mãe.

A senhorita Cynthia Dale, garçonete da taverna, lembra que naquela tarde Galton parecia irritado ao receber pelo correio uma quantidade excessiva de correspondência e que ele se dirigiu mal-humorado á sua sala de trabalho para abrir as cartas.

Oficiais da policias averiguaram que o negociante de tabaco. Zachary Burke tinha discutido acaloradamente com Galton no dia do crime. Mas tanto Burke quanto Renshaw se mostraram pouco cooperativos durante o interrogatório.

No entanto, o fato mais surpreendente do caso ocorreu esta manhã quando uma família real europeia informou as autoridades que, há dois anos atrás, eles tinham comprado secretamente de Galtons os dois diamantes dos Renshaw.

A Scotland Yard, desejava que eu Luis Será para descobrir

a)   Quem matou o proprietário do bar?

b)  A arma que foi usada no crime?

c)   O motivo?

Solução:

É hoje como eu acertei todas as pistas então vamos pular para a solução.

Como costume, a senhora Beatrice Galton abriu a caixa-forte, que estava na sala de trabalho do seu marido, para observar os diamantes que sua falecida mãe tinha lhe deixado. Mas, quando estava guardando a caixa, uma pedra caiu no chão. Ela se mexeu rapidamente e, sem querer, pisou firmemente na pedra, que partiu sob o pé.

Atordoada, Beatrice esmagou a “joia” utilizando o abridor de cartas que havia sobre a escrivaninha e, repetenadamente, percebeu a verdade: seu marido vendeu seus diamantes, e substituiu as pedras por replicas de vidro e gastou o dinheiro.

Quando Galton entrou na sala com um pacote de contas atrasadas, Beatrice, movida pelo ódio, o apunhalou.

A) Assassino? Beatrice.

B)  A arma? Abridor de cartas.

C)  O motivo? Falsificação de joias.

30/09/2012 19:34

O caso do marinheiro sem sorte

 

Soluções pensadas por Luis Será i como ele estudou tem um faro ótimo pretende que eu tenha acertado i esse caso foi um dos melhores já vivido por mim.

Principais suspeitos é Jason Kinney, John Strickland e Raphaela.

I as pistas do motivo não foi fácil acha, mas o motivo eu acho que era pra afundar o navio que se chama Penguin a arma do crime bem foi um remo do bote salva vidas, i assassino claro que foi o Jason Kinney não se preocupe ele esta pagando por isso e caro esta passando a vida entre quatro paredes oque vocês acham aqui nos não brincamos em serviço fazemos o serviço que alguns não fazem não que eu esteja falando mal de alguns só estou comentando.

Vou colocar em ordem tudo.

a)   Quem matou o marinheiro? Jason Kinney

b)  O motivo? Afundar o navio chamado penguin.

c)   A arma? Remo o próprio remo do bote salva vidas. 

Solução para o caso?

Randolph Meacham acreditava que Jason Kinney tinha sido pago pelo propetário, John Strickland, para ir secretamente á adega do penguin durante a viagem e fazer um buraco abaixo da linha de água do navio.

Quando regressou a Inglaterra, Meacham decidiu informar ao agente de seguros, Norton Quimby, sobre a verdadeira razão do desastre que acontecera no barco.

Mas Kinney, desconfiado, seguiu Meacham ate o porto. Kinney confontrouse com o imediato, mas vendo que suas ameaças eram inúteis, golpeou o oficial com o remo do bote do Southern star. Co eu disse para vocês eu como um bom investigados acertei em todos os palpites não é

a)   Quem matou o marinheiro? Jason Kinney

b)  O motivo? Afundar o navio chamado penguin.

c)   A arma? Remo o próprio remo do bote salva vidas. 

Assinado>Luis Será.  E claro fico grato pela atenção de vocês leem meus casos.

29/09/2012 21:57

O caso do Penhorista Saqueado

 

Na manhã de hoje Miles Balfour, o proprietário da loja de penhores, foi encontrado morto a facadas atrás do balcão do seu estabelecimento.

A fechadura da porta principal tinha sido quebrada e faltava 5 libras e 11 xelins da gaveta da caixa registradora.

A Scotland Yard que é o nome de nosso projeto realizou um inventário minucioso que relevou que o bizarro ladrão tinha levado também os seguintes objetos: o jornal da véspera, um vaso de porcelana, barbante e um elmo que tinha sido desparafusado de uma antiga armadura inglesa.

A senhora Eunice Balfour, que descobriu o corpo do marido, esta se desorientada e não consegue fornecer dados que esclareçam a tragédia. Ela lembra que seu marido, que tinha comprado recentemente a loja de Albert Krebs,  só falava mal de seu investimento pouco lucrativo.

De fato a senhora Balfour só conseguia se lembrar da chegada de três clientes durante a ultima semana: o jornalista Henry kirk que pagou em moeda a reaquisição de alguns livros; a senhora Phyllis Cahill que havia limpado o sótão da casa do marido e trouxe vários objetos para vender, e o gerente do teatro wibur Patrick que penhorou uma caixa cuja chave ele não conseguia achar.

A Scotland Yard supõe que Balfour teria surpreendido o ladrão tentando arrombar a loja durante a noite, e prendeu paulie Chandler “o picareta”, em corcunda que fora visto nas redondezas.

Luis Será, que fora informado sobre os fatos, esta convencido de que há, por trás do extraordinário caso, questões que exigem uma lógica mais aprimorada que a Scotland yard tem ainda que descobrir: o assassino< a arma do assassinato e o motivo.

Eu fui aos locais vizinhos para ver se tinham pistas.

Encontrei poucas pistas encontrei uma nas carruagens que é na frente de sua loja encontrei a pista: que o vaso roubado que estava no sótão da casa do marido, foi em dos objetos que phyllis vendeu lembrando que phyllis e a senhora que foi limpar o sótão da casa bom que leu d=sabe né.

Também descobri que o assassino não portava armas isso e muito importante  a e a arma era pesada de mais para que uma mulher utilizasse a e tinha mais essa pista uma espada fazia parte da velha armadura inglesa.

Agora vou contar para vocês a solução né i a pessoa que comete o crime esta pagando por isso ate hoje.

A senhora phyllis Cahill, ao limpar o sótão do seu marido, incluiu inadvertidamente, entre as coisas que deveriam ser vendidas ao penhoristas, um vaso Ming que John Cahill havia roubado do museu.

Cahill localizou o caso na loja do penhorista, entrou na loja, colocou o vaso no elmo da armadura para protegê-lo e embrulhou o tesouro com jornal e barbante. Quando Miles Balfour surpreendeu o ladrão, Cahill pegou a espada da antiga armadura inglesa e o matou. Posteriormente, Cahill decidiu pegar o dinheiro da caixa registradora para evitar que a suspeita recaísse sobre ele. Assassino: o marido de Phyllis Cahill (John Cahill). Arma: espada motivo vaso Ming. 

29/09/2012 18:37

O caso de Romeu e Julieta

 

Só pra varia uma historia de “Romeu e Julieta” que aprendi com meu pai.

Romeu e Julieta foram encontrados mortos no chão de um quarto no chão os dois corpos e água e cacos de vidro. Oque aconteceu?

Darei a resposta no dia:30/09/2012

Enquanto não dou a resposta vocês podem comentar dizendo oque aconteceu dando ja tipo a resposta do que você acha que aconteceu com eles 

29/09/2012 18:32

O caso da MORTE REESCRITA

O pano de boca do teatro se levanta para dar início ao terceiro ato de uma peça de mistério. Luis Será e o doutor Watson assistem ao espetáculo.
O ator Roderick Garrick, vestido com um berrante uniforme vermelho, deve resolver a enigmática morte de um oficial amigo.
Nos bastidores, o suplente Vance Millyard observa silenciosamente cada movimento do famoso ator. Ogden Ben

net, o dono do teatro, aflito com a diminuição da venda de ingressos, caminha nervosamente por trás do cenário. 
No palco a encantadora atriz Regina Fulton, esposa do escritor da peça, Stephen fulton, chora ao ser interronpida, enquanto Albert Boswell, vestindo com uma túnica verde para indicar que pertence a brigada de carabineiros, caminha em direção a ela.
Carrick revela atordoado que Boswell é o assassino. Boswell, sentindo-se encurralado, saca seu revólver. Os dois homens lutam. Um tiro ressoa no ar. Depois outro. Boswell retro cede e cai sem vida sobre a ribalta.
O aplauso é breve. Regina Fulton grita histericamente pedindo um médico. Albert Boswell foi assassinado.
Roderick Garrick jura que o segundo tiro não proveio da briga encenada. Milton acker insiste em afirmar que carregou a arma com balas falsas, e o escritor da peça, Stephen Fulton, desconsiderando os rumores sobre a existência de um caso amoroso entre a esposa e Boswell, jura que a única razão que o levou a reescrever a cena do confronto, substituindo a faca pelo revolver, foi o interesse de tornar a peça mais dramática.
Como sempre né Luis Será que no caso só eu tenho que descobrir quem matou o ator? , o motivo? 
Com a minha inteligência consegui resolver esse caso não Foi fácil como vocês pensam suei a camisa e muito.
1º que daltônicos não definem o verde e o vermelho, e o assassino era daltônico então corri atrás de mais pista e descobri que o assassino era Vance Millyard. 
Motivo que o suplente Vance Millyard queria matar Roderick para obter o papel principal na peça. Mas, devido ao seu daltonismo, ele matou Albert Boswell por engano né é i mais uma vez consigo resolver o caso. 

 

Historias Bíblia Sagrada.

11/10/2012 17:42

O Reino de Israel (aprox. 975-722 a.C.)

DEZ TRIBOS SE SEPARAM DE ROBOÃO

Depois da morte de Salomão, os chefes das tribos foram ter com Roboão e disseram-lhe: "Teu pai impôs-nos um jugo duríssimo. Suaviza um pouco esse fardo e nós te serviremos". Roboão respondeu: "Voltai dentro de três dias". Depois foi se aconselhar com os anciãos que assistiam a seu pai. Estes disseram-lhe: "Se fores condescendente com o povo, ele te servirá sempre". Roboão desprezou este conselho para seguir o dos novos, do seu tempo, e respondeu ao povo: "Tornarei o vosso jugo ainda mais pesado! Meu pai bateu-vos com azorragues, mas eu vos flagelarei com escorpiões!".
Então dez tribos escolheram Jeroboão para rei e constituíram o reino separado de Israel, que teve por primeira capital Siquém e mais tarde Samaria. As tribos de Judá e Benjamim permaneceram fiéis aos descendentes de Davi e formaram o reino de Judá, com capital em Jerusalém.


 

 JEROBOÃO INTRODUZ O CULTO AOS ÍDOLOS
Jeroboão levantou dois bezerros de ouro, um em Betel, ao sul e outro em Dan, na parte setentrional. Ao mesmo tempo, proibiu ao povo que voltasse a Jerusalém para adorar o Senhor. Levantou templos e pôs neles sacerdotes que não pertenciam à tribo de Levi. E assim levou o povo ao culto dos ídolos. Deus disse-lhe pelo profeta Aías: "Exterminarei a tua casa porque me rejeitaste".


 

DEUS ENVIA PROFETAS
Para levar os reis e o povo a melhores sentimentos, Deus enviou-lhes os seus profetas, que pregavam a penitência pela palavra e pelo exemplo, anunciavam os castigos iminentes e prediziam muitos passos da vida do futuro Salvador. Deus concedia-lhes o dom de operarem muitos milagres em confirmação de suas palavras.


 

O REINO DE ISRAEL SUCUMBE (aprox. 975-722 a.C.)
O reino de Israel durou 253 anos. Teve 19 reis: Jeroboão I, Nadab, Baasa, Ela, Zambri, Amri, Acab, Ocozias, Jorão, Jeú, Joacaz, Joás, Jeroboão II, Zacarias, Selum, Manaém, Faceia, Faceias e Oséias.
Os israelitas não ouviram as advertências que Deus lhes fazia pelos profetas. Foi por isso que o Senhor, irritado, os abandonou. Salmanasar, rei da Assíria, tendo conhecimento de que Oséias, ultimo rei de Israel, preparava uma revolta, cercou a Samaria com um grande exército. Três anos depois, Sargon, seu sucessor, apoderou-se da cidade, destruiu-a completamente e levou a maior parte dos habitante cativos para a Assíria (aprox. 721 a.C).


 

  OS SAMARITANOS
O rei da Assíria mandou colonos pagãos para a terra devastada de Israel. Estes aliaram-se com os poucos israelitas que lá ficaram e desta aliança proveio a raça mista dos samaritanos. Ao culto dos ídolos pagãos, os samaritanos juntavam a adoração ao verdadeiro Deus, em honra do qual edificaram um templo no monte Garizim, perto de Siquém. Viveram sempre em inimizade com os judeus.
[Entre os profetas que apareceram no reino de Israel, os mais célebres são Elias, Eliseu e Jonas.]

10/10/2012 19:19

A História de Davi (Aprox. 1055-1015)

 

  • DAVI VENCE O GIGANTE GOLIAS
    Estorou a guerra contra os filisteus e todos os irmãos de Davi tiveram de pegar em armas.
    Um dia, o pai de Davi mandou-o ao acampamento para obter notícias. Enquanto ele estava lá, saiu um gigante do campo dos filisteus, que tinha seis côvados e um palmo de altura. Usava capacete de metal, couraças e tornozeleiras de bronze. A haste de sua lança era como o órgão de um tear. Dirigindo-se ao exército de israel, Golias dizia: "Escolhei entre vós um homem que ouse lutar comigo. Se ele me matar, seremos vossos escravos; mas se eu o matar, sereis nossos escravos". E ninguém ousava lutar com ele.
    Então Davi apresentou-se e disse: "Irei combater com ele". Tomou o cajado e escolheu na torrente cinco pedras bem lisas, metendo-as numa sacola; depois com a funda na mão, avançou contra o filisteu. O gigante, vendo Davi tão pequeno, gritou-lhe: "Serei eu algum cão para vires contra mim armado com um pau?. Davi respondeu: "Tu vens contra mim com espada, lança e escudo e eu avanço em nome do Senhor. Hoje o Senhor vai entregar-te nas minhas mãos e toda a terra saberá que há um Deus em Israel". Então Davi tirou uma pedra da sacola e arremessou-a com a funda. A pedra foi cravar-se na fronte do filisteu e o gigante caiu por terra. Davi correu e, tirando-lhe a espada, cortou-lhe a cabeça. Os filisteus fugiram aterrorizados e os israelitas matou-os em grande quantidade.

     
  • MAGNANIMIDADE DE DAVI
    Depois de ter matado o filisteu, Davi voltou com Saul. Por toda a parte as mulheres saíam ao seu encontro, cantando: "Saul matou mil e Davi matou dez mil". Essa preferência irritava o rei. Um dia, enquanto Davi tocava harpa na sua presença, Saul atirou por duas vezes a lança contra ele, para o matar, mas Davi esquivou-se ao golpe. Desde então Saul teve medo de Davi porque via que o Senhor estava com ele. Tendo Davi alcançado nova vitória na guerra contra os filisteus, aumentou a inveja de Saul. Davi pôs-se, então, em fuga e, com alguns de seus companheiros mais fiéis, refugiou-se no deserto.
    Saul perseguiu-o com 3 mil homens. Um dia, Davi entrou sem ruído na tenda de Saul enquanto este dormia. Abisai aconselhava-o a matar o rei naquela oportunidade, mas Davi recusou-se dizendo: "Quem poderá levantar a mão contra o ungido do Senhor sem cometer crime?". Contentou-se em levar a lança e a taça do rei. Em seguida, de uma colina vizinha, gritou a Abner, general de Saul: "Abner, por que não guardaste o teu rei e senhor? Vê agora onde está a lança e a taça do rei!". Saul reconheceu a voz de Davi e ficou muito arrependido.
    Algum tempo depois, Saul travou batalha com os filisteus nos montes de Gelboé. O seu exército foi derrotado e Saul ficou gravemente ferido. Então disse ao escudeiro: "Desembainha a espada e mata-me!". Como o escudeiro hesitasse, Saul deixou-se cair sobre a própria espada e morreu.

     
  • DAVI É PROCLAMADO REI
    Então Davi consultou o Senhor, que lhe disse: "Sobe a Hebron". Os homens de Judá o acolheram bem e deram-lhe a unção real.
    Entretanto, Abner, general de Saul, elevou ao trono Isboset, filho de Saul. Só ao fim de sete anos e seis meses depois da morte de Abner e de Isboset os anciãos das tribos de Israel foram procurar Davi em Hebron e o reconheceram como rei. Logo que subiu ao trono, Davi pôs-se à frente de seus guerreiros e marchou sobre Jerusalém que estava então em poder dos jebuseus. Conquistou a fortaleza de Sião, estabeleceu nela a sua residência e chamou-lhe cidade de Davi.
    [Hábil e valente guerreiro, Davi venceu diversas guerras. Bateu os filisteus, submeteu os moabitas, os sírios, os idumeus e os amonitas. O seu reino estendia-se do Eufrates até o Egito.]

     
  • DAVI ORGANIZA O CULTO DIVINO
    Davi mandou construir na colina de Sião uma tenda magnífica para a celebração do culto. Para lá foi transportada a arca da aliança no meio de um cortejo imponente. Os sacerdotes levaram a arca. Grande número de cantores e músicos abrilhantavam a cerimônia. O próprio Davi tocava harpa diante da arca.
    Depois de colocar a arca no novo tabernáculo, Davi organizou o culto divino. Distribuiu os sacerdotes em 24 classes encarregadas do serviço divino, por turnos, cada qual por uma semana. Escolheu também 4 mil levitas para executar os cânticos sagrados e acompanhá-los com instrumentos. Estes cânticos têm o nome de Salmos, isto é, cânticos de louvor.
    Davi também pensava em construir um templo ao Senhor. Mas Deus mandou-lhe dizer pelo profeta Natan: "Não serás tu que me construirás uma casa mas sim Salomão, teu filho. Eu firmarei para sempre o seu trono. Serei para ele um pai e ele será para mim um filho".

     
  • REVOLTA DE ABSALÃO
    Davi tinha um filho, chamado Absalão, que organizou uma conspiração contra ele e, tendo-se proclamado rei em Hebron, marchou sobre Jerusalém. Davi só teve tempo de fugir. Acompanhado de seus servos fiéis, saiu da cidade, atravessou o Cedron e subiu o monte das Oliveiras, descalço e com a cabeça coberta. Depois, refugiou-se para além do Jordão.
    Absalão perseguiu o rei travou-se uma batalha. Davi disse a seu general: "Poupai o meu filho Absalão!". O exército de Absalão foi derrotado e ele fugiu num cavalo. Ao passar por baixo de um carvalho frondoso, seu cabelo prendeu-se nos ramos da árvore e ele ficou suspenso, enquanto o animal continuava a correr. Levaram a notícia a Joab. Este tomou três lanças e traspassou com elas o coração de Absalão. Depois vieram os escudeiros e acabaram de o matar.
    Quando lhe anunciaram o resultado da batalha, Davi perguntou: "Meu filho Absalão está vivo?". O mensageiro respondeu: "Oxalá tenham a mesma sorte todos os inimigos do rei!". Davi, cheio de tristeza, repetia a chorar: "Meu filho Absalão! Absalão filho meu! Quem me dera ter morrido por, Absalão meu filho, filho meu Absalão!".
    [Chegando ao término de sua vida, Davi mandou dar a unção real a seu filho Salomão. Morreu com 70 anos de idade, depois de ter reinado 40 anos em Israel (aprox. 1015 d.C.).
10/10/2012 19:15

A História de Saul

 

[Depois da morte de Moisés, Josué introduziu os israelitas na terra de Canaan (aprox. 1450 a.C.). Milagrosamente auxiliado por Deus, os fez atravessar o Jordão, tomou a cidade de Jericó, conquistou toda a terra em 7 anos e a dividiu pelas 12 tribos.
Josué morreu com 110 anos de idade.
Durante os 300 anos que se seguiram, os israelitas não tiveram nenhum chefe único reconhecido por todas as tribos. Cada tribo vivia sob um chefe particular e governava-se segundo os costumes do regime patriarcal.
Muitas vezes os israelitas esqueciam do Deus de seus pais. Então o Senhor, para os castigar, abandonava-os aos seus inimigos. Mas, logo que se arrependiam, vinha em seu auxílio. Suscitava entre eles alguns homens, chamados juízes, que os livravam dos seus perseguidores. Houve 14 juízes em Israel; os principais foram: Gedeão, Sansão, Heli e Samuel (aprox. 1400 à 1095 a.C.).]


  1. SAUL É PROCLAMADO REI DE ISRAEL
    Samuel tinha envelhecido e seus filhos não lhe seguiam os conselhos. Por isso, os israelitas disseram-lhe: "Dá-nos um rei como têm as outras nações".
    Samuel não gostou desse pedido. Consultou o Senhor e este disse-lhe: "Faz o que eles pedem!"
    Passado algum tempo, estando Samuel em Ramá, viu chegar junto de si um filho de Cis, chamado Saul, da tribo de Benjamim. O Senhor disse-lhe: "Eis o homem destinado para reinar sobre o meu povo!".
    No dia seguinte, pela manhã, Samuel tomou um vaso de óleo, derramou-o sobre a cabeça de Saul, beijou-o e disse: "Por esta unção, o Senhor te faz príncipe da sua herança". Em seguida, convocou o povo para apresentar-lhe o eleito de Deus. Assim que Saul apareceu na assembléia, Samuel disse: "Olhai: foi aquele que Deus escolheu". Então todos exclamaram: "Viva o rei!"

     
  2. SAUL DESOBEDECE A DEUS. DEUS REJEITA-O
    Saul reinou durante 40 anos. A princípio, foi fiel a Deus e Deus deu-lhe vitória sobre os amalecitas. Mas logo se tornou orgulhoso e deixou de obedecer as ordens do Senhor.
    Numa guerra contra os filisteus, Saul tinha a ordem de esperar a chegada de Samuel antes de travar a batalha. Samuel devia oferecer um sacrifício a Deus, para implorar a sua proteção. No sétimo dia, como Samuel não chegava e o exército, cansado de esperar, começava a dispersar-se, Saul ofereceu o sacrifício em vez do sumo-sacerdote. Apenas tinha acabado quando Samuel chegou e lhe disse:Procedeste insensatamente! Por isso, não serás rei por muito tempo!"

     
  3. A ELEIÇÃO DE DAVI
    Deus disse a Samuel: "Enche de óleo o teu recipiente e vai à casa de Isaí, em Belém, porque escolhi um dos seus filhos para ser rei no lugar de Saul". Samuel foi a Belém. Isaí mostrou-lhe primeiro o seu filho mais velho, que era alto e elegante. Mas o Senhor disse-lhe: "Não repares para a sua elevada estatura. Não é esse quem escolhi". Isaí apresentou-lhe sucessivamente os outros seis filhos. Samuel disse-lhe: "O Senhor não escolheu nenhum deles. Não tens mais nenhum?". Isaí respondeu: "Ainda falta Davi, o mais novo, que anda a guardar as ovelhas". Disse-lhe Samuel: "Manda-o chamar".
    Quando Davi chegou, o Senhor disse a Samuel: "Unge-o! É esse!". Samuel tomou o vaso de óleo e ungiu Davi na presença de seus irmãos. Desde então, repousou sobre Davi o espírito do Senhor.
10/10/2012 19:11

A História de Moisés

 

PROSPECTO

Os hebreus estavam no Egito ha quase 400 anos e tinham-se tornado muito numerosos. O faraó resolveu aniquilá-los: mandou tratá-los severamente e ordenou que se lançassem ao Nilo todos os seus filhos recém-nascidos. Deus inspirou à filha do faraó que recolhesse uma destas crianças e ela chamou-lhe de Moisés e o educou. Com cerca de 40 anos de idade, Moisés teve que fugir porque tomara a defesa dos israelitas. Por ordem de Deus, voltou 40 anos depois e fez os israelitas saírem do Egito. Foi seu chefe no deserto durante 40 anos e conduziu-os até a fronteira da Terra Prometida.

 

  • MOISÉS SALVO DA MORTE
    Os descendentes de Jacó tornaram-se muito numerosos no Egito. Chamavam-se a si próprios de filhos de Israel ou israelitas porque Jacó recebera de Deus o nome de Israel. Os estrangeiros chamavam-lhes de hebreus.
    Passado muito tempo, houve no Egito um novo rei que não conhecia a história de José. Temendo que os filhos de Israel se tornassem demasiadamente poderosos, oprimiu-os com penosos trabalhos de construção e cultura. Por fim, prescreveu que se lançassem ao Nilo todos os seus filhos recém-nascidos.
    Uma mãe israelita teve um filho. Como era muito lindo, escondeu-o durante três meses. Porém, não podendo conservá-lo oculto por mais tempo, tomou um cesto de junco betumado com resina e pez, meteu dentro o menino e foi expô-lo nuns canaviais à margem do rio. A irmã do menino conservou-se escondida a alguma distância para ver o que acontecia.
    Chegou a filha do faraó e, vendo um cesto no meio do canavial, mandou uma criada buscá-lo. Abriu-o e viu o menino chorando. Ficou cheia de pena e disse: "É filho de hebreus". A irmã da criança aproximou-se e disse: "Quereis que vá chamar uma mulher israelita para amamentar esse menino". Ela respondeu: "Vai, sim". A menina foi chamar a própria mãe. Esta levou o menino e o educou. Quando já estava crescido, levou-o à filha do faraó, que o adotou e disse: "Chamar-se-á Moisés porque o tirei da água".

     
  • DEUS ENVIA MOISÉS PARA LIBERTAR O SEU POVO
    Chegado aos 40 anos de idade, Moisés viu a aflição dos israelitas e tomou a sua defesa. O faraó ficou sabendo e mandou procurá-lo para lhe dar a morte. Então Moisés fugiu para a terra de Madian, onde ficou a guardar ovelhas.
    Em dia, chegou com o seu rebanho ao interior do deserto, perto do monte Horeb e ali o Senhor lhe apareceu no meio das chamas que se elevavam de uma sarça de espinhos. Embora toda em chamas, a sarça não se consumia. Moisés se aproximou e então o Senhor gritou-lhe do meio da sarça: "Moisés, Moisés!". Moisés cobriu o rosto para não ver a Deus.
    O Senhor disse-lhe: "Vi a aflição do meu povo. Por isso desci para o libertar e o conduzir a uma terra onde corre o leite e o mel. És tu quem fará sair o meu povo do Egito". Moisés partiu imediatamente para o Egito. Saiu-lhe ao encontro, por ordem de Deus, seu irmão Aarão e Moisés contou-lhe tudo.
    Moisés e Aarão foram procurar o faraó e disseram-lhe: "O Deus dos hebreus disse: 'Deixa partir o meu povo'". O faraó não consentiu e Deus o castigou, mandando-lhe grandes desgraças. Mas o faraó continuou endurecido. O Senhor disse a Moisés: "Ferirei o faraó e a sua gente com uma última praga, depois da qual ele vos deixará partir. À meia-noite passarei pelo Egito e todo o filho primogênito dos egípcios morrerá. Mas aos filhos de Israel não se sucederá mal algum".

     
  • MOISÉS MANDA CELEBRAR A PÁSCOA (aproximadamente 1500 a.C.)
    Por ordem de Deus, Moisés mandou aos filhos de Israel que celebrassem a Páscoa, dizendo-lhes: "No dia 14 deste mês, à tarde, cada chefe de família imolará um cordeiro sem defeito, com um ano de idade, sem lhe quebrar osso algum. Com um molhinho de hissôpo, aspergirá seu sangue nas umbreiras e na padieira da porta. Comereis a sua carne, assada no fogo, com pão sem fermento e ervas amargas. Tereis os rins cingidos, as sandálias nos pés e o bordão na mão. E comereis depressa porque é a Páscoa, isto é, a Passagem do Senhor. Nesta mesma noite, ferirei de morte todos os filhos primogênitos do Egito. Mas vendo o sangue nas vossas casas, passarei adiante e a praga destruidora não vos atingirá".
    Os filhos de Israel fizeram o que o Senhor lhes ordenou. Pela meia-noite, o Senhor feriu de morte os primogênitos de todas as famílias do Egito. Ouviu-se em todo o país um enorme grito de dor porque não havia casa onde não houvesse um morto.

     
  • OS ISRAELITAS SAEM DO EGITO
    O faraó chamou Moisés e disse-lhe: "Leva depressa o teu povo". Os egípcios também pediam para que os israelitas saíssem o quanto antes, "senão morreremos todos", diziam eles.
    Os filhos de Israel partiram em número de 600 mil, sem contar as mulheres e crianças. Moisés levou também os ossos de José.
    Guiados por Deus, que ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, de noite numa coluna de fogo, chegaram todos ao Mar vermelho.
    Entretanto, o faraó arrependeu-se de ter deixado partir os israelitas. Perseguiu-os com os seus carros e todo o exército e foi alcançá-los junto ao Mar vermelho. Moisés disse ao seu povo: "Não temais, o Senhor combaterá por vós!". Por ordem de Deus, Moisés estendeu a mão sobre o mar; imediatamente as águas se dividiram, erguendo-se como muralha à direita e à esquerda, e os israelitas atravessaram sem molharem os pés. Os egípcios avançaram por sua vez até ao meio do mar. Mas o Senhor disse a Moisés: "Estende a mão sobre o mar". Moisés obedeceu e imediatamente as águas se juntaram e cobriram todo o exército do faraó, com os carros e cavaleiros. Ninguém escapou.
    Os filhos de Israel entoaram então um cântico de louvor e ação de graças ao Senhor, dizendo: "Cantemos ao Senhor porque fez brilhar a sua glória: precipitou no mar os cavalos e os cavaleiros".
    Em seguida, os israelitas conduzidos por Moisés dirigiram-se para o deserto.

     
  • DEUS PROTEGE O SEU POVO
    No deserto, os israelitas tiveram fome. Deus disse-lhes: "Esta tarde comereis carne e amanhã pela manhã tereis pão em abundância. E sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus". Efetivamente, à tarde, pousaram cordonizes sobre os acampamentos e no dia seguinte apareceu a terra coberta de uma coisa miúda, parecida com a geada. Vendo isto, os filhos de Israel perguntaram: "Manhu?, que significa 'o que é isto?'. Moisés disse-lhes: "Este é o pão que o Senhor vos dá para comer". Daí vem o nome de maná.
    O maná tinha sabor de bolos de mel. Os israelitas comeram maná durante 40 anos até chegarem em Canaan.
    Doutra vez, faltou água e o povo queixou-se a Moisés: "Para que nos fizeste sair do Egito? Foi para morrermos de sede?". Moisés perguntou ao Senhor: "O que farei a este povo?". Deus disse-lhe: "Toma a tua vara e bate com ela no rochedo; jorrará água e o povo terá o que beber". E assim aconteceu.

     
  • DEUS PROMULGA O DECÁLOGO
    No terceiro mês depois da saída do Egito, os israelitas chegaram ao pé do Sinai. Armaram as tendas em frente do monte e Moisés subiu até junto de Deus. O Senhor disse-lhe: "Manda que lavem as vestes e estejam prontos para o terceiro dia. Nesse dia, quando soar a trombeta, que se aproximem do monte". Moisés obedeceu ao Senhor.
    Na madrugada do terceiro dia, houve trovões e relâmpagos e uma espêssa nuvem envolveu o Sinai. Ouviu-se então o som estridente das trombetas. Todos se atemorizaram. Moisés levou os israelitas para junto da montanha e o Senhor promulgou o decálogo:

     

    Eu sou o Senhor, teu Deus:

    I. Não terás outros deuses, nem farás imagens deles para as adorar.
    II. Não pronunciarás em vão o nome do Senhor, teu Deus.
    III. Lembra-te de santificar o dia do sábado.
    IV. Honra teu pai e tua mãe para viveres muito tempo sobre a terra.
    V. Não matarás.
    VI. Não cometerás adultério.
    VII. Não furtarás.
    VIII. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
    IX. Não cobiçarás a mulher do teu próximo.
    X. Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo ou serva, nem o seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença.

    O povo tremia de medo. Todos disseram: "Faremos o que o Senhor mandou e seremos fiéis". Por ordem de Deus, Moisés tornou a subir ao Sinai e lá ficou 40 dias e 40 noites.
    Então o Senhor deu-lhe os dez mandamentos, escritos por sua mão, em duas tábuas de pedra.

     

  • MOISÉS ORGANIZA O CULTO DIVINO
    No Sinai o Senhor disse a Moisés: "Haveis de fazer-me um santuário. Quero habitar no meio de vós". Moisés mandou então construir o Tabernáculo. Era feito de tábuas, com ricas coberturas. Quando os israelitas se punham em marcha, desmanchavam o Tabernáculo para o levarem com eles. O Tabernáculo tinha dois compartimentos: o santo e o santo dos santos. No santo dos santos, encontrava-se a arca da aliança. Na arca, guardavam-se as duas tábuas da Lei.
    [No santo, encontravam-se o altar dos perfumes, a mesa dos pães da proposição e o candieiro de sete braços. No átrio, estava o altar dos holocaustos. Deus disse também a Moisés: "Aarão e seus filhos exercerão funções sacerdotais". Moisés estabeleceu seu irmão Aarão como sumo-sacerdote e designou para sacerdotes os filhos de Aarão e os seus descendentes. Os sacerdotes deviam oferecer os sacrifícios. Geralmente ofereciam animais, que se imolavam, sendo a carne consumida pelo fogo sobre o altar. Havia também sacrifícios incruentos. Celebravam-se três grandes festas: a Páscoa, em memória da saída do Egito; o Pentecostes, comemorando a promulgação da Lei ao pé do Sinai; e a dos Tabernáculos, para relembrar a peregrinação do povo através do deserto. Em todas as semanas, o sétimo dia ou sábado devia ser consagrado unicamente ao culto do Senhor.]

     
  • EXPLORAÇÃO DA TERRA DE CANAAN
    Logo que os israelitas chegaram à fronteira meridional de Canaan, Moisés enviou 12 homens, um por cada tribo, a explorar a terra. No regresso, trouxeram eles frutos deliciosos como romãs, figos e, numa vara, conduzida por dois homens, um enorme cacho de uvas. E disseram: "É na verdade uma terra onde corre o leite e o mel!".
    Porém, os israelitas já estavam cansados de vaguear através do deserto. E disseram a Moisés: "Por que nos mandaste sair do Egito? Foi para nos deixar morrer no deserto? Nós não temos pão, falta-nos a água e já estamos enjoados deste maná!".
    Para castigo, o Senhor mandou serpentes, cuja picada queimava como fogo. Muitos israelitas foram picados e morreram. Os outros reconheceram o seu pecado e arrependeram-se. Então Moisés intercedeu por eles.
    Deus disse-lhe: "Faze uma serpente de bronze e expõe-na num poste. Aqueles que, sendo feridos, olharem para ela, viverão". Moisés assim fez e todos os que, tendo sido picados, olhavam para a serpente de bronze, ficaram sãos.
    [Moisés morreu no topo do monte Nebo, à vista da Terra Prometida, com 120 anos de idade.]
10/10/2012 19:08

A História de Jó

 

  • JÓ É EXPERIMENTADO NOS SEUS BENS
    Em Hus, terra da Arábia, vivia um homem chamado Jó, reto, justo, temente a Deus e afastado do mal. Tinha 7 filhos e 3 filhas; possuía grandes rebanhos de ovelhas, camelos, bois e jumentos, além de muitos criados. Era homem muito considerado em todo o Oriente.
    Deus experimentou-o, permitindo a Satanás que lhe fizesse muito mal. Um dia, chegou um mensageiro e disse a Jó: "Andavam os bois a lavrar e a jumentas a pastar junto deles e eis que surgiram os sabeus e os levaram. Passaram à espada os criados. Só escapei eu para vos trazer esta notícia"
    Falava ainda quando chegou outro mensageiro que disse: "Os caldeus lançaram-se sobre os camelos, levaram-nos e trucidaram todos os criados. Só escapei eu para vos trazer esta notícia".
    Enquanto este falava, entrou outro mensageiro dizendo: "Os vossos filhos e filhas estavam a comer e beber em casa do irmão mais velho. De repente desencadeou-se um violento furacão vindo do deserto. Sacudida de todos os lados, a casa desabou sobre eles e esmagou a todos. Só eu escapei para vos anunciar esta triste notícia".
    Então Jó levantou-se, rasgou as vestes e, raspada a cabeça, prostrou-se por terra e adorou o Senhor, dizendo: "O Senhor deu, o Senhor tirou. Como foi do agrado do Senhor, assim se sucedeu. Bendito seja o nome do Senhor!". Jó não pecou em nenhuma destas coisas, nem pronunciou nenhuma palavra insensata contra Deus.

     
  • JÓ É EXPERIMENTADO NA SUA SAÚDE
    Satanás foi então ferir Jó com uma lepra horrível, que o cobriu desde a planta dos pés até ao alto da cabeça. E Jó tirava o pus de suas úlceras com um pedaço de telha. Dizia-lhe a mulher: " Ainda estás firme na tua piedade?". Ele respondia: "Falas como mulher insensata. Se recebemos os bens da mão de Deus, por que não receberemos também os males?".

     
  • JÓ PERMANECE FIEL A DEUS
    Alguns amigos de Jó ousaram afirmar que Deus o castigava por causa dos seus pecados. Mas Jó disse: "Ainda que Deus me matasse, confiaria sempre nele. Eu sei que o meu Redentor vive e que no último dia ressurgirei da terra; serei novamente revestido do meu corpo e na minha carne verei o meu Deus. Sim, eu mesmo o verei e os meus olhos o hão de contemplá-lo. Esta esperança repousa no meu coração".

     
  • DEUS DÁ A JÓ O DOBRO DOS BENS PERDIDOS
    Deus restituiu o dobro de tudo que ele possuía. Deu-lhe também sete filhas e três filhos. Jó viveu ainda 140 anos e viu os filhos dos seus filhos até a quarta geração.
10/10/2012 19:06

A História de José

 

  • OS IRMÃOS TÊM INVEJA DE JOSÉ
    Jacó amava e preferia José do que os outros filhos e mandou-lhe fazer uma túnica de várias cores. Por isso, os mais velhos começaram a invejá-lo.
    Um dia praticaram uma ação muito má e José os acusou ao pai. Desde então seus irmãos tomaram-lhe ódio e começaram a falar-lhe com maus modos.
    Uma vez, José disse-lhes: "Ouçam um sonho que tive: estávamos no campo a atar feixes. O meu feixe ergueu-se de pé e os vossos puseram-se em volta e prostraram-se diante dele". Os irmãos replicaram-lhe: "Porventura serás nosso rei?". E o odiavam cada vem mais.
    José contou-lhes ainda outro sonho dizendo: "Vi em sonhos o sol, a lua e onze estrelas inclinarem-se diante de mim". O pai repreendeu-o: "O que significa esse sonho que tiveste? Acaso eu, tua mãe e teus irmãos haveremos de nos prostar diante de ti?". E a inveja e o ódio dos irmãos aumentava cada vez mais.

     
  • JOSÉ VENDIDO POR SEUS IRMÃOS
    Um dia, os irmãos de José tinham ido para muito longe com os rebanhos. E o pai disse a José: "Vai ver se os teus irmãos estão bem". Assim que eles o avistaram, disseram: "Lá vem o sonhador. Matemo-lo e depois diremos que uma fera o devorou".
    Logo que José chegou até eles, seus irmãos o despiram da túnica de várias cores e o lançaram numa cisterna velha. Por acaso passava por ali uma caravana de mercadores estrangeiros que seguia para o Egito. E eles, então, tiraram José da cisterna e o venderam por vinte moedas de prata. Em seguida, tingiram a túnica com o sangue de um cabrito e mandaram-na ao pai com este recado: "Encontramos esta túnica. Não será a de vosso filho?". O pai a reconheceu e disse: "A túnica é do meu filho! Uma fera devorou José". E nunca mais deixou de chorar pelo filho.

     
  • JOSÉ NA PRISÃO
    Os mercadores levaram José para o Egito e lá o venderam a um dos dignatários do faraó, chamado Putifar, que o fez administrador de seus bens. Um dia, a mulher de Putifar tentou arrastá-lo para o pecado, mas José disse-lhe: "Como eu poderia cometer tamanha injustiça e pecar contra o meu Deus?". Ela ficou muito irritada e disse ao marido: "José quis que eu cometesse o pecado". O egípcio acreditou na mulher e mandou prender José.

     
  • JOSÉ EXPLICA OS SONHOS
    Deus estava com José. O chefe da prisão gostava dele e confiou-lhe a vigilância dos outros presos.
    Aconteceu que o rei do Egito mandou prender o copeiro e o chefe dos padeiros como culpados de um crime contra sua pessoa. Uma manhã José, vendo-os muito tristes, perguntou-lhes: "Por que estais tão preocupados?". Eles responderam: "Tivemos um sonho e ninguém sabe interpretá-lo". José disse-lhes: "Só Deus dá a inteligência dos sonhos. Contai-me o sonho".
    O copeiro-mor disse: "Vi em sonho uma cêpa de videira que tinha três varas. Peguei em dois cachos, espremi-os numa taça e apresentei-a ao faraó". José disse-lhe: "As três varas significam três dias. Dentro de três dias o faraó te restituirá ao cargo. Lembra-te de mim quando fores feliz. Pede ao faraó que me tire deste cárcere porque eu não fiz mal algum".
    O padeiro disse por sua vez: "No meu sonho, parecia-me levar à cabeça três cestos de pão branco. No cesto que ia por cima havia muitas iguarias para o faraó, mas as aves vinham comê-las". José disse: "Os três cestos significam três dias, depois dos quais o faraó te mandará cortar a cabeça e as aves devorarão tua carne".
    Três dias depois, o faraó festejava o aniversário do seu nascimento. Durante o banquete, lembrou-se do copeiro-mor e restituiu-o ao seu cargo; ao padeiro, mandou enforcar, tudo como José lhes tinha predito. Mas o copeiro, retornando ao seu lugar, não se lembrou mais de José.

     
  • ELEVAÇÃO DE JOSÉ
    Dois anos depois, o faraó teve também um sonho: viu sair do Nilo sete vacas, lindas e gordas, e depois outras sete, feias e magras, que devoravam as primeiras. Em seguida, viu sair do mesmo caule sete espigas cheias de grãos e formosas, e outras sete, delgadas e vazias, que engoliram as primeiras. Ninguém soube interpretar o sonho do faraó. Então ele mandou chamar José, que lhe disse: "As sete vacas formosas e as sete espigas cheias significam sete anos de abundância. As sete vacas magras e as sete espigas vazias significam sete anos de fome. Virão agora sete anos de grande fertilidade para todo o Egito, mas depois seguir-se-ão sete anos de penúria. Escolha, pois, o faraó um homem sábio e prudente para recolher o sobejo das colheitas e reservar provisões para os sete anos de miséria".
    O faraó aceitou este conselho e disse a José: "Quem haverá mais sábio e prudente do que tu? Faço-te senhor de todo o Egito". E, tirando o anel real, colocou-o no dedo de José. Vestiu-o ricamente, pôs-lhe no pescoço um colar de ouro e mandou-o passear em triunfo no seu côche real. Além disso, deu-lhe um nome egípcio que significa salvador do mundo. Todos deviam se prostrar diante de José.
    Chegaram os sete anos de fertilidade e José mandou recolher todo o excedente das colheitas. Seguiram-se os sete anos de miséria e o povo começou a pedir pão ao faraó. O faraó respondia: "Ide a José". Então José mandou abrir os celeiros. De toda a parte acorria gente ao Egito para comprar trigo.

     
  • JOSÉ TORNA A VER OS IRMÃOS
    Jacó mandou também seus filhos ao Egito comprar trigo. Mas não deixou que Benjamim fosse, com receio de lhe acontecer algum mal.
    José reconheceu seus irmãos logo que os viu, mas eles não o reconheceram. Falou-lhes como a estrangeiros e disse-lhes: "Vós sois espiões!". Eles responderam: "Oh, não, senhor! Viemos de Canaan só para comprar trigo. Somos doze irmãos. O mais novo ficou em casa e o outro... desapareceu!". José fingiu não acreditar e mandou-os prender. Passados três dias, ordenou que viessem à sua presença e disse-lhes: "Se sois de paz, um de vós ficará como refém. Os outros podem voltar, mas devem trazer seu irmão mais novo. Dessa forma saberei que falais a verdade".
    Depois deu ordem para que lhes enchessem os sacos, mas teve o cuidado de mandar pôr em cada um o dinheiro da compra. Quando eles chegaram em casa e abriram os sacos, ficaram muito admirados por lá encontrarem o dinheiro.

     
  • JOSÉ DÁ-SE A CONHECER
    Tendo acabado o trigo, Jacó disse a seus filhos: "Voltai ao Egito e comprai mantimentos para vivermos". Um dos irmãos respondeu: "Bem queremos ir, mas é preciso levar o nosso irmão mais novo!". Jacó respondeu: "Se assim é necessário, levai Benjamim convosco".
    Desceram eles ao Egito com Benjamim. Assim que chegaram à presença de José, ofereceram-lhe presentes e inclinaram-se diante dele até ao chão. Ele retribui-lhes a saudação e perguntou: "O vosso pai ainda é vivo?". Eles disseram: "O nosso pai, vosso servo, ainda é vivo e está com saúde". Então, vendo Benjamim, perguntou: "Este é o vosso irmão mais novo? Deus te abençoe, meu filho". E retirou-se apressadamente para ocultar as lágrimas.
    No dia seguinte, não podendo dominar por mais tempo a sua comoção, exclamou a soluçar: "Eu sou José, vosso irmão, a quem vendeste. Ide depressa ter com meu pai e o trazei-me. Eu tratarei de vós". Lançou-se então ao pescoço de Benjamim e , chorando, abraçou-o; abraçou também todos os irmãos. Estes saíram e puseram-se a caminho.

     
  • JACÓ VAI PARA O EGITO (aprox. 1920 a.C.)
    Quando chegaram, os irmãos de José disseram a seu pai: "José, vosso filho, ainda vive e é ele quem governa todo o Egito". Jacó não queria acreditar, mas depois disse: "Vou ter com ele. Quero vê-lo antes de morrer". E pôs-se a caminho do Egito. José saiu ao encontro do pai. Chegando à sua presença, lançou-se ao seu pescoço e, chorando, abraçou-o.
    Em seguida, José apresentou seu pai e seus irmãos ao faraó. Este disse a José: "Dá-lhes a melhor parte da terra". José estabeleceu-os na região de Géssen.
    Jacó viveu ainda 17 anos no Egito. Antes de morrer, abençoou cada um de seus filhos. A Judá disse: "Judá, teus irmãos te louvarão e os filhos de teu pai prostrar-se-ão diante de ti. O cetro não se afastará de Judá até que venha aquele que deve ser enviado e que as nações esperam".
    [Depois da morte de seu pai, os irmãos de José recearam que ele quisesse se vingar e foram implorar o seu perdão. José disse-lhes, chorando:"Não temais. Eu cuidarei de vós e de vossos filhos". Prestes a morrer, disse ainda a seus irmãos: "Deus vos reconduzirá à terra que prometeu a nossos pais. Levai os meus ossos convosco". Morreu no Egito com 110 anos. Embalsamaram-no e depuseram-no num caixão.]
10/10/2012 19:02

A História de Isaac e Jacó

 

  • ESAÚ VENDE O DIREITO DE PRIMOGENITURA
    Isaac casou com Rebeca, neta de Nacor, irmão de Abraão. Deus deu-lhe dois filhos gêmeos. O primeiro era muito peludo, chamou-se Esaú; o segundo recebeu o nome de Jacó. Esaú tornou-se hábil caçador; Jacó gostava de viver na sua tenda.
    Um dia, Jacó havia preparado um prato de lentilhas. Esaú chegou da caça, exausto de fadiga, e disse-lhe: "Dá-me desse legume vermelho porque estou muito cansado!". Jacó respondeu: "Primeiro dá-me o direito de primogenitura". Esaú disse: "Estou morrendo de fome. De que me serve o direito de primogênito?". Jacó continuou: "Jura que me cedes". Esaú fez o juramento e depois de ter comido e bebido, saiu.

     
  • JACÓ É ABENÇOADO EM VEZ DE ESAÚ
    Estando velho e quase cego, Isaac disse a Esaú: "Toma o teu arco, vai à caça e traz-me o guizado de que eu gosto, para eu te abençoar antes de morrer". Logo que Esaú saiu, Rebeca disse a Jacó: "Meu filho, vai escolher no rebanho dois dos melhores cabritos; com eles farei para teu pai um prato como ele gosta e tu irás levá-lo para ele te abençoar antes de morrer".
    Depois de ter preparado o prato, Rebeca vestiu a Jacó com as roupas de seu irmão Esaú; cobriu-lhe o pescoço e as mãos com a pele dos cabritos e mandou-o a Isaac, seu pai. O velho mandou Jacó se aproximar, apalpou-lhe as mãos e o pescoço, mas não o reconheceu. Depois de ter comido, Isaac abençoou Jacó e disse: "Deus te dê do orvalho do céu e da ferilidade da terra. As nações hão de inclinar-se diante de ti e tu serás o senhor de teus irmãos. Maldito seja quem te amaldiçoar e bendito quem te abençoar!".
    Foi assim que Jacó se tornou herdeiro das promessas.

     
  • DEUS ABENÇOA JACÓ
    Esaú ficou muito zangado com seu irmão Jacó e queria matá-lo. Jacó soube disso e fugiu para a Mesopotâmia.
    Durante a viagem, viu em sonhos uma escada que ligava a terra ao céu e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. No alto estava o Senhor que lhe disse: "Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão e Isaac. Dar-te-ei a ti e à tua descendência a terra em que repousas. A tua posterioridade será numerosa como os grãos de areia da praia e num dos teus descendentes serão abençoadas todas as nações".

     
  • JACÓ RECEBE O NOME GLORIOSO DE ISRAEL
    Jacó ficou 20 anos na Mesopotâmia, em casa de seu tio Labão. Por fim, Deus disse-lhe: "Volta para a terra de teus pais e eu estarei contigo".Jacó obedeceu.
    No caminho, um homem misterioso lutou com ele até pela manhã. E disse-lhe então:"Deixa-me porque já vem vindo a aurora". Jacó respondeu: "Não te deixarei partir enquanto não me abençoares". O homem misterioso disse-lhe "Daqui em diante não te chamarás Jacó, mas Israel - que quer dizer guerreiro de Deus - porque se lutaste com tanta valentia com Deus, muito mais forte serás contra os homens". E o abençoou.
    [Mais tarde, Esaú reconciliou-se com Jacó. Este teve doze filhos: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dan, Neftali, Gad, Aser, Issacar, Zabulon, José e Benjamim. Isaac morreu em Hebron, com 180 anos de idade].
10/10/2012 16:19

A História de Abraão

 

  • DEUS CHAMA ABRÃO
    Taré, descendente de Sem, teve três filhos: Abrão, Nacor e Aran. Tendo partido de Ur, na Caldéia, com seu filho Abrão, seu neto Lot e Sarai, esposa de Abrão, foi viver em Haran, na Mesopotâmia.
    Um dia, Deus disse a Abrão: "Sai da tua terra e da casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar. Em ti serão benditas todas as nações da terra".
    Abrão obedeceu. Foi com Sarai, sua mulher, e seu sobrinho Lot para a terra de Canaan. Aí lhe apareceu o Senhor e lhe disse: "Darei esta terra aos teus descendentes".

     
  • MELQUISEDEC ABENÇOA ABRÃO
    Aconteceu que uns reis estrangeiros invadiram aquela terra, saquearam as cidades e levaram muitos cativos. Abrão reuniu 318 servos e, à frente deles, perseguiu os inimigos, venceu-os e retomou todo o saque. No regresso, passou pela cidade de Salém. Então Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho para o sacrifício porque era sacerdote do Altíssimo. E abençoou Abrão, dizendo: "Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, Criador do céu e da terra!". Depois disto, Abrão deu-lhe o dízimo de todos os seus bens.

     
  • DEUS PROMETE DESCENDÊNCIA A ABRAÃO
    Abrão não tinha filhos. Uma noite, Deus disse-lhe: "Levanta os olhos e conta, se podes, as estrelas do céu! A tua descendência será tão numerosa como elas". Abrão acreditou em Deus e Deus imputou à justiça a sua fé.
    Aos 99 anos de idade, Abrão teve outra aparição em que o Senhor lhe disse: "Daqui em diante não te chamarás Abrão mas sim Abraão, porque te destinei oara pai de muitas gentes. Para o futuro, não chamarás a tua mulher de Sarai mas de Sara. Eu a abençoarei e ela terá um filho ao qual chamarás Isaac. Concluirei com ele uma aliança perpétua em favor da sua posterioridade".

     
  • DEUS EXPERIMENTA ABRAÃO
    Deus cumpriu a sua promessa. Sara teve um filho na sua velhice e Abraão deu-lhe o nome de Isaac.
    Sendo este já crescido, Deus experimentou Abraão e disse-lhe: "Toma Isaac, teu filho único a quem amas, para me ofereceres em sacrifício na montanha que eu te desginar".
    Abraão levantou-se antes de amanhecer, preparou o jumentinho, cortou a lenha necessária para o sacrifício e pôs-se a caminho com Isaac e dois servos. Ao terceiro dia, avistou de longe a montanha do sacrifício. Disse então aos servos: "Esperai aqui com o jumento enquanto eu e meu filho vamos lá em cima adorar o Senhor". Pôs a lenha sobre os ombros de Isaac e ele mesmo levou o fogo e o cutelo.
    Enquanto subiam, Isaac disse: "Meu pai!". Abraão perguntou: "O que queres, meu filho?". Isaac respondeu: "Levamos o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o sacrifício?". Abraão disse: "Deus tratará disso, meu filho".
    Quando chegaram, Abraão levantou o altar, dispôs nele a lenha, amarrou o filho e o colocou em cima.
    Em seguida, agarrou no cutelo para imolar a criança.

     
  • DEUS POUPA ISAAC
    Então, do alto do céu, gritou o anjo do Senhor: "Abraão! Abraão! Não faças mal ao menino. Agora sei que temes a Deus pois não poupaste teu filho único para me obedeceres". Abraão levantou os olhos e viu um cordeiro preso num espinheiro. Foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto em lugar do filho. Então o anjo do Senhor disse pela segunda vez: "Já que para me obedeceres não poupaste o teu filho único, eu te abençoo. Dar-te-ei uma posterioridade tão numerosa como as estrelas do céu e a areia na praia marítima. Em um dos teus descendentes serão benditas todas as nações da terra".
    [Abraão viveu até a idade de 175 anos. Seu filho sepultou-o em Mambré, junto de Sara, sua esposa].
10/10/2012 16:17

Os Descendentes de Noé

 

  • CAM PECA CONTRA SEU PAI
    Os filhos de Noé que saíram com ele da arca chamavam-se: Sem, Cam e Jafet. Cam era pai de Canaan. Deles descenderam todos os homens que depois povoaram a terra.
    Noé, que era agricultor, começou a cultivar a vinha e fez vinho. Mas, como ainda não conhecia a sua força, foi surpreendido pela embriaguez e adormeceu nú na sua tenda. Cam, vendo o pai naquele estado, pôs-se a rir dele. Pelo contrário, Sem e Jafet entraram recuando na tenda para não verem o pai e o cobriram com o seu manto.

     
  • NOÉ JULGA OS FILHOS
    Logo que Noé soube o que tinham feito seus filhos, disse: "Maldito seja Canaan! Ele será escravo dos escravos de seus irmãos!". Em seguida, abençoou Sem e Jafet, dizendo-lhes: "Bendito seja o Senhor, Deus de Sem, e Canaan seja seu escravo! Alargue-se Jafet e habite nas tendas de Sem e Canaan seja seu escravo!".

     
  • DEUS DISPERSA OS DESCENDENTES DE NOÉ
    Os descendentes de Noé foram muito numerosos. Partindo do Oriente, estabeleceram-se na planície de Senaar. Ali, disseram uns para os outros: "Construamos uma cidade e ergamos uma torre que chegue até o céu". Até então, todos os homens falavam a mesma língua. Deus disse: "Vou confundir-lhes a linguagem, de forma que não se entendam uns com os outros".
    Tiveram então de parar com os seus trabalhos. À cidade, chamou-se Babel, que quer dizer confusão, por lá ter sido confundida a linguagem dos homens.
    Noé morreu com 950 anos de idade, 350 após o dilúvio.
    [Pouco a pouco os homens esqueceram o Senhor e caíram na idolatria. Então Deus escolheu Abraão e a sua descendência, o povo de Israel, para guardar a verdadeira fé e a esperança na vinda do Redentor].
10/10/2012 16:15

A História de Noé e seus Filhos

 

  • DEUS ANUNCIA O DILÚVIO
    Deus viu que os homens se pervertiam cada vez mais. Arrependeu-se de os ter criado e disse: "Exterminarei os homens da face da terra". Só um homem, chamado Noé, achou graça diante do Senhor porque era justo. Deus disse a Noé: Faze uma arca de madeira com 300 côvados de comprimento, 50 de largura e 30 de altura; reveste-a de betume por dentro e por fora. Mandarei o dilúvio sobre a terra; tudo o que nela vive perecerá. Mas farei uma aliança contigo. Entrarás na arca com teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos. Tomarás também animais de cada uma das espécies para que sobrevivam contigo e alimentos para o vosso sustento". E Noé fez tudo o que Deus lhe havia ordenado.

     
  • O DILÚVIO INUNDA A TERRA
    Então Deus abriu todas as fontes do grande abismo e uma chuva torrencial caiu durante 40 dias e 40 noites. As águas aumentaram e passaram 15 côvados acima dos montes mais altos. A arca flutuava sobre as águas. Todos os homens e todos os animais morreram. Só sobreviveu Noé e os que estavam com ele na arca. As águas cobriram a terra durante 150 dias. Então Deus mandou um vento quente e as águas começaram a baixar. Por fim, a arca deteve-se sobre uma montanha da Armênia.

     
  • DEUS ESTABELECE UMA ALIANÇA COM NOÉ.
    Noé saiu da arca com toda a sua família e os animais. Levantou um altar e ofereceu um sacrifício ao Senhor. O Senhor aceitou o seu sacrifício e disse: "Nunca mais um dilúvio devastará a terra". Em seguida, abençoou Noé e os seus filhos e disse-lhes: "Eis que vou fazer a minha aliança convosco e com a vossa posterioridade. O meu arco nas nuvens é o sinal da minha aliança convosco".
10/10/2012 16:13

Os Filhos dos Primeiros Homens

 

  • CAIM MATA SEU IRMÃO ABEL
    Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim e Abel. Abel era pastor de ovelhas e Caim lavrador. Aconteceu que ambos ofereceram sacrifícios ao Senhor. Caiu deu frutos das suas terras e Abel os melhores cordeiros do seu rebanho. O Senhor viu com prazer o sacrifício de Abel, mas não olhou para a oferenda de Caim. Este ficou muito irritado. O Senhor disse-lhe: "Por que estás irritado? Se praticares o bem serás recompensado, mas se fizeres o mal serás castigado. Domina as tuas paixões". Depois disto, Caim disse a seu irmão: "Saiamos". E, logo que estavam no campo, Caim lançou-se contra seu irmão Abel e o matou.
  • DEUS CASTIGA CAIM
    Imediatamente o Senhor disse a Caim: "Onde está o teu irmão Abel?". Caim respondeu: "Não sei. Acaso sou o guarda de meu irmão?. Disse-lhe Deus: "O que fizeste? O sangue de teu irmão grita da terra por mim. Por isso serás maldito sobre a terra que bebeu o sangue de teu irmão".
    Então Caim disse ao Senhor: "O meu pecado é tamanho que não mereço perdão. Esconder-me-ei do vosso olhar e quem me encontrar me matará". Disse-lhe o Senhor: "Não será assim". E marcou-o com um sinal para que ninguém ousasse matá-lo. Caim afastou-se e andou errante pelo oriente do Éden. Os seus descendentes foram os maus filhos dos homens.
  • SET SUBSTITUI ABEL
    Adão e Eva tiveram outro filho, ao qual chamaram Set. Os descendentes de Set foram os piedosos filhos de Deus. Mas, pouco a pouco, aliaram-se com os maus filhos dos homens e adotaram os seus perversos costumes.
    [Deus concedeu larga vida aos patriarcas: Adão viveu 930 anos; Set, 912; Matusalém, avô de Noé, 969; Henoc, pai de Matusalém, viveu com tanta piedade que o Senhor o levou deste mundo e ele não morreu].
10/10/2012 16:11

As Origens

 

  • DEUS CRIA O MUNDO A PARTIR DO NADA
    No princípio, Deus criou o céu e a terra. A terra era ainda informe e vazia; estava coberta de águas e havia trevas por toda a parte.
    Deus disse então: "Exista a luz" e a luz apareceu. Separou a luz das trevas e chamou à luz de "dia" e às trevas de "noite". Este foi o primeiro dia.
    E Deus disse: "Faça-se um firmamento que separe as águas umas das outras" e assim se fez. Deus chamou ao firmamento de "céu". Foi o segundo dia.
    E Deus disse: "Ajuntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar e apareça o solo firme" e assim se fez. Deus chamou ao solo firme de "terra" e ao conjunto das águas de "mar". E Deus disse: "Que a terra produza ervas, plantas e árvores que dêem frutos, cada qual segundo sua espécie" e assim se fez. Foi o terceiro dia.
    E Deus disse: "Haja corpos luminosos no firmamento" e assim se fez. Deus criou então dois grandes astros: o maior para presidir ao dia e o menor para presidir a noite. Criou também as estrelas. Foi o quarto dia.
    E Deus disse: "Povoem-se as águas de seres vivos e voem aves sobre a terra, debaixo do firmamento do céu". Deus criou então os peixes nas águas e as aves nos ares. Abençoou-os e disse-lhes: "Crescei e multiplicai-vos". Foi o quinto dia.
    E Deus disse: "Produza a terra seres vivos de toda a espécie: animais domésticos, répteis e feras" e assim se fez.

     
  • DEUS CRIA O HOMEM
    Em seguida, Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança; que ele domine os peixes do mar, as aves do céu, os animais e toda a terra. Deus formou então o corpo do homem com o barro da terra e comunicou-lhe um sopro de vida. Ao primeiro homem deu o nome de "Adão". Foi o sexto dia.

     
  • DEUS INSTITUI O SÁBADO
    No sétimo dia Deus descansou. Abençoou este dia e o santificou.
    [Deus também criou um mundo invisível, o dos espíritos inumeráveis chamados anjos. Eram bons e felizes, mas muitos deles pecaram por orgulho e foram precipitados no Inferno; são os espíritos maus ou demônios].

     
  • O HOMEM NO PARAÍSO
    Deus plantara para o homem um jardim de delícias ou Paraíso, onde fez crescer árvores de todas as espécies, formosas à vista e carregadas de frutos deliciosos.No meio, erguia-se a árvore da ciência do bem e do mal.
    Deus colocou o homem neste jardim para o cultivar e guardar. E disse: "Podes comer dos frutos de todas as árvores do jardim, exceto da árvore da ciência do bem e do mal. Se comeres do fruto dessa árvore, morrerás".

     
  • DEUS CRIA EVA
    Em seguida Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só. Façamos-lhe uma auxiliar semelhante a ele". Mandou então um sono profundo a Adão e, tirando uma das suas costelas, formou com ela uma mulher. Quando Adão acordou, Deus a apresentou. Assim que a viu, Adão exclamou: "Eis o osso dos meus ossos e a carne da minha carne". Adão chamou à mulher de "Eva", que significa mãe de todos os viventes.

     
  • EVA E ADÃO COMETEM O PECADO
    O demônio invejava a felicidade dos homens. Para os enganar, disfarçou-se em forma de serpente e disse à mulher: "Por que Deus vos mandou que não comesseis dos frutos destas árvores?". A mulher respondeu: "Nós podemos comer do fruto de todas as árvores. Só nos é proibido o fruto da árvore que está no meio [do jardim]. O Senhor mandou que nem a tocássemos, senão poderíamos morrer". A serpente replicou: "Nada disso, vós não morrereis. Assim que comerdes deste fruto, ficareis com os olhos abertos e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal".
    Então a mulher pensou que seria bom comer desse fruto, que tão formoso lhe parecia. Apanhou um e comeu e depois o deu a seu marido, que comeu também. Imediatamente se abriram os olhos de ambos e perceberam que estavam nús. Costuraram folhas de figueira e fizeram cintos para se cobrir. Mas sentindo que Deus se aproximava, esconderam-se debaixo das árvores do jardim.

     
  • ADÃO E EVA CONFESSAM A SUA FALTA
    Deus chamou por Adão, dizendo: "Onde estás?". Adão respondeu: "Sentindo que vos aproximavas, tive medo porque estava nú e escondi-me".Disse-lhe Deus: "Como soubeste que estavas nú? Acaso comeste do fruto da árvore proibida?". Adão respondeu: "A mulher que me deste por companheira deu-me do fruto desta árvore e eu comi".Então o Senhor disse à mulher: "Por que fizeste isso?". Ela respondeu: "Foi a serpente que me enganou".

     
  • DEUS PROMETE O REDENTOR
    Deus disse à serpente: "Já que fizeste isso, serás maldita entre todos os animais. Andarás rastejando sobre o teu peito e comerás terra todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a sua raça e a tua; ela te pisará a cabeça e tu procurarás atingí-la no calcanhar".

     
  • DEUS CASTIGA O HOMEM PECADOR
    À mulher [Deus] disse: "Terás grandes sofrimentos e muitos desgostos com teus filhos. Estarás sob o poder do marido e ele será o teu senhor".
    A Adão disse: "A terra será maldita por tua causa. Por si só não produzirá além de espinhos e cardos. Comerás o pão com o suor do teu rosto até que voltes à terra de que foste tirado, porque tu és pó e ao pó irás retornar".
    Depois Deus vestiu Adão e Eva com umas túnicas de peles e os expulsou do Paraíso. Pôs à entrada do Paraíso querubins armados com espada de fogo para guardar o caminho da árvore da vida.
10/10/2012 16:04

História das Formas e Gêneros Literários

 

1. HISTÓRIA DAS FORMAS ("FORMGESCHICHTE")

É o padrão da exegese moderna. Em geral todo método exegético moderno aborda os seguintes tópicos:

a) critica textual - se os manuscritos originais desapareceram ou nunca foram encontrados, como se sabe se o texto atual corresponde ao original? Até que ponto é fiel? Em 1008, foi encontrado um manuscrito básico para a edição da melhor bíblia hebraica que se tem hoje. Está no museu de Leningrado. Mas, questiona-se: por quanto tempo o livro foi sendo recopiado, e foi adquirindo erros de escrita? Muitas vezes, vários manuscritos (cópias) de um mesmo livro trazem palavras diferentes. E por que tanta fé neste manuscrito?

O manuscrito mais antigo (até pouco tempo) do AT era composto de fragmentos de um papiro do I ou II século a.C. Os beduínos acharam às margens do Mar Morto vários manuscritos datando do II século a.C. e há alguns, como o livro de Isaías, cujo texto é quase completamente igual ao que temos. A Bíblia original (copiada) data do século II d.C. Os rabinos tinham muito cuidado em transmitir a doutrina, e procuravam unificar os textos. Os textos velhos eram colocados em lugares onde ninguém podia mais usá-los, chamados gezidas. Numa destas gezidas foi encontrado um documento do ano 800, aproximadamente, do qual aquele de 1008 é cópia. A diferença entre ambos é pouquíssima. Ora, se a nossa Bíblia é a tradução daquele manuscrito, considerado autentico, aquela Bíblia é a melhor.

b) 'sitz in leben'- Há livros que antes de serem escritos, foram passados oralmente por várias gerações. Cada manuscrito que serviu para a composição de um texto tem uma história diferente. Por isso eles dividem as perícopas e estudam as tradições e fontes delas. E como o manuscrito chegou a esta fonte? Deste estudo se deduz a 'sitz in leben' (situação na vida) deste manuscrito no gênero literário. A 'sitz in leben' que este gênero literário tem na comunidade; a 'sitz in leben' desta comunidade na história.

c) história da redação - Por que há certas palavras a mais ou a menos nos Evangelhos? Isto varia com a 'sitz in leben' do manuscrito. Quem determina isto é a critica literária. Tudo isto dentro do estudo da história das formas.

2. PRINCIPAIS GENEROS LITERÁRIOS DA BÍBLIA

Dividem-se assim os diversos gêneros literários encontrados na Bíblia:

a) Narrativo: histórico e didático

b) Legislativo

c) Sapiencial

d) Profético

e) Cânticos

a) narrativo-didático: mito, saga, legenda, conto, fábula, alegoria, parábola

l. mito - conto que se passa com deuses, ou cujos personagens são os deuses. Têm tonalidade solene e são originários de círculos politeístas. A mitologia babilônica, por exemplo, muito influenciou no povo de Israel, que sempre foi monoteista. Isto se vê nos salmos 103, 6-9; 17, 8-16; 88, ll e nos proféticos: Job 26, l2. Nos livros históricos, a influência é mais velada. Mas a árvore da vida do Gênesis já existe num poema de Gilgames (de origem Babilônica): um herói perguntou a um seu antepassado que era deus, onde ficava a árvore da vida. Ele a encontrou no fundo do mar, e levou um ramo para plantar. Tendo sede, foi beber num poço e uma serpente levou o seu ramo. A história do dilúvio tem uma similar na cultura babilônica. É o caso de uma deusa que era amada ao mesmo tempo por um deus e por um homem. Então para matar o homem, o deus mandou o dilúvio.

O importante a se notar nisso tudo é que, ao ser transcrita para o livro sagrado, o autor purifica a lenda, tirando as características politeístas e servindo-se da cultura popular para levar uma mensagem. A árvore da vida, na bíblia, significa que o homem foi criado para não morrer. Na sabedoria babilônica, explicam que o mundo nasceu de uma briga dos deuses. O deus vencido foi partido ao meio. De uma metade fez o deus vencedor o céu; de outra fez a terra. Depois pediu a um deus artista que fizesse o homem com o sangue apodrecido do deus vencido. Por isso, o homem e o mundo são maus do principio. O autor sagrado aproveita-se destes elementos, mas purificando-os e adaptando-os. A tradicional briga dos anjos com Lucifer existe num mito fenício sob a forma de uma briga de deuses. A linguagem mítica da bíblia, o antropomorfismo de Deus... tudo isto tem origem desta inspiração na literatura exterior a Israel.

2. saga - contos que se ligam a lugares, pessoas, costumes, modos de vida dos quais se quer explicar a origem, o valor, o caráter sagrado de qualquer fenômeno que chama a atenção. A saga se chama etiológica quando procura a causa de um fenômeno. Por exemplo, para explicar a existencia de uma vegetação pobre e espinhosa na região sul ocidental do Mar Morto, surgiu a lenda de Sodoma e Gomorra, a chuva de enxofre... A origem de várias estátuas de pedra, formadas pela erosão é explicada pela história da mulher de Ló, que foi transformada em estátua. A narrativa de Caim e Abel é outra, para explicar a origem de uma tribo cujos integrantes tinham um sinal na testa. Explicavam que Deus colocara um sinal em Caim para que ninguém o matasse, e daí este sinal ficou para a descendência. O próprio nome de Caim é inventado, porque a tribo tinha o nome de cainitas e eles deduziram que seu fundador devia chamar-se Caim.

A saga se chama etimológica quando é para explicar um nome. Existe na Palestina uma Ramat Leqi (montanha da queixada). Para explicar a origem deste nome eles inventaram a estória de Sansão, um homem muito forte, que lutara contra muitos inimigos usando uma queixada, e os vencera. Depois ele jogou a queixada naquele monte, que ficou c conhecido como monte da queixada. 0 caso das filhas de Ló (Gen, 19) é uma história difamatória contra os amonitas e moabitas, tradicionais inimigos de Israel. (Amon e Moab significam 'do pai'). Outras sagas da Bíblia: a de Noé embriagado; a briga de Labão com Jacó (Gen 31). A saga se chama heróica quando tem por finalidade engrandecer a vida dos heróis do passado. O valor da saga está na riqueza popular (folclórica) que ela traz. Nem sempre há lição em cada uma. Mas a fartura de detalhes que ela traz mostra a mentalidade do povo. Seu valor é maior para a critica literária.

3. legenda - distingue-se da saga porque se refere a pessoas ou objetos sagrados e querem demonstrar a santidade destes por meio de um fato maravilhoso. Legendas na Bíblia há em Num 16,1 - 17,15: histórias a respeito de Moisés; Dan l, 2, 3, 4: sonhos de Daniel; Os milagres de Elias contra os sacerdotes de Baal; Gen 28,10: Jacó sonha com os anjos (pedra de Betel). É comum nas legendas referir-se à lei ou objeto de culto. A imolação de Isaac, que não deu certo, é para reprimir um costume dos cananeus de imolar crianças, costume proibido pela lei de Moisés. A serpente de bronze (Num 21) se refere a uma serpente de bronze mandada fazer pelo rei Manassés, que foi destruída por Javé. A circuncisão (Gen 17) é explicada assim: Deus apareceu a Abraão para fazer aliança com ele e o pacto era a circuncisão de todos os meninos no oitavo dia. Jos 5, 9 e Ex 12 e 13 falam da origem da Páscoa.

4. parábolas, fábulas, alegorias - parábola é uma história comparativa, de sentido global (ex: II Sam 12, 1-4); fábula é a narrativa que faz os seres inanimados ou os animais falarem (ex: Juízes, 9,7); alegoria é uma história comparativa em que cada elemento tem um significado particular (ex: Is 5, 1-7). Há ainda o apólogo, quando se trata da animação de objetos.

b) narrativo-histórico

Difere do didático porque pretende contar um fato acontecido realmente. Há três tipos:

1. popular, onde ninguém sabe o fim da lenda e o começo da história. É uma história primitiva, baseada em histórias que corriam na boca do povo, um misto de elementos verídicos e legendários acrescentados. Os livros Josué e Juízes (550 a.C.) estão nesta categoria.

2. epopéia (nacional-religiosa) são histórias retiradas da catequese do povo. Se bem que tenham elementos acrescentados, todavia a mensagem pode ser considerada autêntica. O exemplo mais típico deste gênero é a narração epopéica da passagem do mar vermelho (Ex. 14 ). A fuga de Israel do Egito está ligada a um fato acontecido no tempo de Ramsés II. Ele foi um faraó que empreendeu grandes conquistas, principalmente à procura de escravos para trabalhar. Entre os povos submetidos havia um grupo de judeus. Mais tarde, fraquejou a vigilância, e muitos fugiram, inclusive muitos judeus. Então eles empreenderam a fuga pelo deserto e se aproveitaram de uma região onde havia um braço de mar que secava durante a maré baixa para sair do território egípcio.

Esta narrativa na Bíblia é contada com todos aqueles retoques conhecidos. Mas se analisarmos bem, veremos que na própria Bíblia, há duas citações do mesmo fato, e cada uma conta diferente. São as duas tradições: a javista, mais antiga e mais verdadeira, afirma que o vento soprou durante toda a noite e fez o mar recuar; a sacerdotal, mais recente, modificou a narração para a divisão das águas em duas muralhas por onde todos passaram em seco. Há uma certa contradição nestas duas. Mas o que se deve concluir daí é que os soldados os perseguiram na fuga e eles passaram na maré baixa. Quando os soldados chegaram, a maré já subira e não dava passagem. Enquanto isso, eles se adiantaram ainda mais. Ao transcrever isto na Bíblia, o autor sagrado quer mostrar o fato da presença de Deus em ajuda de seu povo, através dos elementos da natureza.

3. historiográfico - é o trabalho dos escribas encarregados de escrever as crônicas dos anais dos reis. A partir destas crônicas vários livros foram escritos. 0 I Reis, cap. 11, vers.41 cita os anais de Salomão; em 14, 19 afirma que o restante está nos livros das crônicas dos Reis de Israel. São documentos de maior credibilidade, porque são mais históricos. Somente a partir do livro dos Reis, é que são usados documentos escritos na época. Antes era apenas história popular.

c) Legislativo

É representado na Bíblia principalmente no Pentateuco. Tem muito em comum com os outros povos vizinhos e herdou muito deles. Há passagens na Bíblia que são repetições do código de Hamurábi. Os povos orientais são muito ricos neste tipo de literatura. Quanto aos tipos de leis, há três: 1. leis causídicas: pormenorizadas conforme as situações; 2. leis apodíticas: universais; 3. leis rituais.

d) Sapiencial

Originou-se também dos povos vizinhos, principalmente a partir do Exilio. São de origem profana e não religiosa, pois as suas fontes também não eram religiosas. 0 povo oriental é pensador por natureza e a sabedoria é uma virtude muito difundida e apreciada. A sabedoria bíblica não difere muito da sabedoria oriental em geral.

e) Profético

Também tem origem fora de Israel. Os povos da época tinham seus profetas. Eles moravam nos palácios dos reis e eram os que dialogavam com os deuses. É preciso notar que naquela época profeta não era sinônimo de adivinho, como às vezes se identifica. Eles·manifestavam ao povo a vontade de Deus com sermões, com sinais, exortações e oráculos.

f) Salmos

Também tem influência externa (fora de Israel). Não são todos de Davi. Apareceram conforme as necessidades. Foram compostos sem sequência ou cronologia. São cantos de louvor, de súplica.

PRINCIPAIS ETAPAS DA HISTÓRIA DE ISRAEL

O primeiro marco importante na história politica·de Israel foi o exílio. Sua finalidade politica era para evitar a rebelião. Em geral, quando era conquistado um povo muito numeroso, os conquistadores achavam perigoso deixá-los em suas terras de origem, porque isso lhes facilitava um trabalho oculto de rebelião para expulsar os invasores. Então, longe de suas terras e sem uma liderança, eles não podiam se movimentar. Os judeus foram assim exilados para a Babilônia. 0 exílio teve início no ano 587 e foi concluído com o edito de Ciro que, em 538 conquistou a Babilónia e libertou os judeus.

Dizem os historiadores que a rivalidade entre judeus e samaritanos começou na volta do exílio. O povo no exilio ficou muito tempo em contado com vários povos estrangeiros e adquiriu com isto um sincretismo religioso que levaram para a Pátria. Ao retornarem à patria, logo eles empreenderam a reconstrução de Jerusalém (casas, templo...), mas não se livraram completamente das influências politeístas, causando assim várias brigas internas.

O Sinédrio era a cúpula religiosa da nação, composta de 70 membros sob a presidencia do Sumo Sacerdote, que tinha autoridade suprema. Os fariseus e saduceus eram partidos politicos, mas com inspiração religiosa. Os primeiros eram da oposição e os outros, da situação. No ano 63 a.C, a Palestina foi conquistada pelos Romanos, iniciando outra era de dominação estrangeira, que perdurou até o tempo de Cristo.

CRONOLOGIA BÍBLICA

* séc.XIX (1850 a.C) - migração de Abraão.

* séc.XIII - libertação do Egito; êxodo (1225 a.C.); aliança no Sinai.

* séc X - (1013 a 973 a.C) - Tempo do Rei Davi. Foi escrita a tradição javista (sul); (970 a 930 a.C) - Tempo do Rei Salomão. Foi escrita a tradição eloista. (norte); (930 a.C) - divisão dos reinos.

* séc VIII (722 a.C) - queda de Samaria para o exército de Sargão II, Profetas escritores.

* séc VII (586 a.C) - queda de Jerusalem para Nabucodonosor, rei da Babilônia; (538 a.C) - edito de Ciro, volta do exílio.

* séc III (300) - tradução dos 70.

10/10/2012 15:58

Origem e Formação da Bíblia

 

1. Indícios e evidências históricas

O período histórico da formação da Bíblia situa-se entre 1100 a. C. ou 1200 a. C. a 100 d. C. Provavelmente, a mais antiga parte escrita da Bíblia é o Cântico de Débora, que se encontra no livro dos Juízes (Jz, 5).

Quando os hebreus chegaram a Canaã, já havia na terra um certo desenvolvimento literário, como por exemplo, o alfabeto fenício (do qual se derivou o hebraico), que já existia no século XIV a. C. Os judeus chegaram lá por volta do século XIII a.C. Outro documento desta época é o calendário de Gezér, que data mais ou menos do ano 1000 a.C. É uma indicação de datas para uso dos agricultores. É o documento mais antigo encontrado na Palestina. Outro documento também muito antigo é o sarcófago do Rei Airam, que contém uma inscrição e foi encontrado nos séculos XIV ou XV a. C., em Biblos. Há ainda umas tabuletas encontradas em Ugarit (em 1929), onde estão escritos uns poemas semelhantes aos salmos, datando dos séculos XIV ou XV a. C.

Além destes, há outros documentos provando que já havia uma escrita na Palestina, antes dos hebreus chegarem lá. A inscrição do túmulo de Siloé (700 a. C.), explicando como foi feito; os "óstracon", de Samaria, onde há uma espécie de carta diplomática, são documentos que provam a continuidade de uma atividade literária. Em Juizes 8,14, o autor descreve um acontecimento ocorrido mais ou menos em 1100 a.C. E em que língua foi escrito este fato pela primeira vez, na época em que aconteceu? Provavelmente no alfabeto fenício (pré-hebraico).

2. A tradição oral e a tradição escrita

A parte mais antiga da Bíblia remonta justamente deste tempo (1100 a.C.), quando a escrita ainda não estava bem definida, e é oral. Desde este tempo já se fora criando uma tradição, que existia oralmente e era transmitida aos novos pelos mais velhos nas reuniões que havia nos santuários. Por este tempo, só eram relatados os acontecimentos do deserto, do Sinai, da aliança de Deus com o povo. Mas os jovens queriam saber o que havia acontecido antes disto. Então foram sendo compostas as histórias dos Patriarcas. Mas, e antes deles, antes de Abraão? Passaram à história da criação do mundo. Por isso, se afirma que a parte mais antiga da Bíblia é o Cântico de Débora, no livro dos Juizes. A partir daí, fez-se um retrospecto didático-histórico.

Como dissemos, estas histórias iam sendo passadas oralmente de pai a filho, nos santuários. Acontece que nem todos iam para os mesmos santuários, o que motivou a existência de pequenas diferenças na catequese do norte e na do sul. A tradição do sul foi chamada de JAVISTA (J), pois Deus era tratado sempre por Javé; a do norte se chamou ELOISTA (E), porque Deus era tratado como Eloi.

A tradição oral existiu até os tempos de Daví, quando foi escrita a tradição javista; meio século depois, foi escrita também a eloista. Por volta de 721 a.C., na época, da divisão dos reinos, quando Samaria foi destruída pelos assírios, muitos sacerdotes do norte fugiram para o sul e levaram consigo a sua tradição. A partir de então, as duas foram compiladas num só escrito.

Falamos das duas tradições: uma do norte e outra do sul. Mas não existiam apenas estas duas, que são as principais. Há ainda a DEUTERONOMICA (D), encontrada casualmente em 622 a. C. por pedreiros, que trabalhavam num templo. Corresponde ao livro Deuteronômio da Bíblia atual. Após esta, surgiu a SACERDOTAL (P), nova compilação das catequeses antigas de Israel, datada do século VI a.C. Ao fim, estas quatro tradições foram combinadas entre si e compiladas em 5 volumes, dando origem ao Pentateuco da Bíblia atual. Na tradição Javista, Deus é antropomórfico. Na Sacerdotal, Deus é poderoso, está acima do tempo, o que significa um progresso no conceito de Deus que o povo tinha. A redação do Pentateuco se deu pelo ano 398 a.C. e compreendia a primeira parte da Bíblia judaica.

A partir de Josué, a tradição continuou oral, para ser escrita somente por volta de 550 a.C. E foram escritas do modo como o povo contava. Por isso não se pode dar a mesma importância histórica aos fatos descritos nestes livros em relação a outros posteriores, pois alguns fatos narrados foram baseados na tradição popular, enquanto que outros foram baseados em documentos de arquivos (anais do Reino). Este é um grande desafio para os estudiosos e também uma fonte de divergências.

3. Os Intérpretes - Profetas e Sábios

Durante muito tempo, os profetas foram os orientadores do povo de Deus. Os livros proféticos resumem os seus ensinamentos, e na sua maioria foram escritos só mais tarde, por seus seguidores. Somente por volta do ano 200 a.C. é que foram redigidos os livros proféticos. Os livros Sapienciais foram o resultado de um estilo literário que esteve em moda durante muito tempo, na época posterior ao exílio. São umas reflexões humanistico-religiosas. Passados os profetas, surgiram os sábios que raciocinavam sobre as coisas da natureza, tirando delas ensinamentos para a vida. Foram acrescentados aos livros sagrados nos últimos séculos a.C., sendo os mais recentes livros do AT.

4. A nova tradição da era cristã

O NT não foi escrito com a finalidade de ser acrescentado à Bíblia. No tempo de Cristo e dos Apóstolos, o livro sagrado era apenas o AT. O próprio Jesus Cristo se baseava nele em suas pregações. E Ele mandou apenas pregar, e não escrever. Foi quando uma nova tradição oral foi se formando. E após a morte de Cristo, os apóstolos saíram pregando.

Mas veio a necessidade de congregar outras pessoas para o anúncio, em vista do grande número de comunidades existentes. Então, começaram a escrever. Mais tarde, com a aceitação também de cidadãos estrangeiros nas comunidades, a mensagem precisou ser traduzida e adaptada. Além disso, o próprio povo necessitava de uma escrita (doutrina escrita) para se conservar una, após a morte dos Apóstolos. Esta redação, no início, era apenas de alguns escritos esparsos, que só depois de algum tempo foram juntos em livros. Exemplo disso está em Mc 2, uma série de disputas de JC com os Judeus, onde se vê claramente que foi recolhida de escritos separados. Também em João se lê: "Muitas outras coisas Jesus fez que não foram escritas..." (Jo 21,24) Isto significa que só foram escritas aquelas mensagens que teriam utilidade, conforme as necessidades momentâneas.

O evangelho de Marcos, o primeiro a ser escrito, data dos anos 60 ou 70 d.C.; os de Lucas e Mateus, são de 70 ou 80, o que significa que somente após uns 40 anos da morte de JC sua palavra começou a ser escrita. 0 Evangelho de João só foi escrito em torno do ano 100 d.C. Antigamente, se acreditava ser Mateus o autor do primeiro Evangelho. Mas a critica histórica mostra que o de Marcos foi anterior. Aliás, a respeito deste evangelho de Mateus, não se sabe ao certo quem é o seu autor. Foi atribuído a Mateus, apenas por uma tradição e também por uma praxe da época de se atribuir um escrito a alguém mais conhecido e famoso, para que a obra tivesse mais autoridade.

5. Entendendo algumas dificuldades concretas

Durante o tempo anterior á escrita dos Evangelhos, havia apenas a pregação dos Apóstolos, recordando os fatos da vida de Cristo, todavia eram fatos esparsos, sem nenhuma preocupação com seqüência ou unidade. Por isso os Evangelhos, que foram esta pregação escrita, se contradizem em algumas datas, o que mostra a pouca importância dada à cronologia. Os fatos eram recordados e aplicados, conforme as necessidades. Assim, até entre os Evangelhos sinóticos, que seguiram a mesma fonte, há diversificações. Por exemplo, no Sermão da Montanha, em Lucas fala "bem aventurados os pobres"; e em Mateus, "bem aventurados os pobres de espírito". A diferença consiste no seguinte: Lucas deu um sentido social, mais importante para as comunidades gregas, para as quais escrevia. Mas o de Mateus destinava-se às comunidades judias e queria combater uma doutrina dos judeus que tinham uma idéia falsa de pobreza. Para eles, o próprio fato de a pessoa ser pobre, já lhe garantia a salvação, enquanto outra pessoa, pelo simples fato de ser rica, já estava condenada. Por causa disso ele escreveu "pobres de espírito".

Outro ponto de discordância é o caso da cura de um cego. Mateus diz "um cego, na saída de Jericó"; e Lucas "dois cegos, na entrada de Jericó". 0 fato da 'entrada' e 'saída' pode ser explicado pela existência de duas cidades chamadas Jericó. 0 fato de serem um ou mais cegos explica-se pelo seguinte: era comum naquele tempo os cegos formarem grupos em torno de um cego-lider; e o nome deste geralmente era o do grupo. No entanto, estes detalhes pouco importam ao evangelho. 0 seu interesse é a apresentação da mensagem (evangélion = boa nova).

6. A fonte comum

Os Evangelistas sinóticos se basearam no Evangelho de Marcos e noutra fonte, convencionada por fonte "Q", simbolizando os inúmeros escritos esparsos de que já tratamos. Espalharam cópias destes por outras partes do mundo. Lucas, Mateus, cada um em lugares diferentes, se inspiraram nos escritos disponíveis e inclusive no evangelho de Marcos, que na época já havia sido escrito. O fato do primeiro Evangelho ser atribuído anteriormente a Mateus se deve a uma afirmação de Eusébio de que Mateus escrevera a "logia" do Senhor em aramaico. Mas a crítica histórica provou que o Evangelho que conhecemos não traz apenas a "logia" do Senhor e não foi escrito em aramaico, e sim em grego. Portanto a noticia de Eusébio se refere a outro escrito, e não a este evangelho. Nada impede, porém, que tenha sido escrito por discípulos de Mateus e atribuído ao Mestre. Aliás, a respeito de "Evangelho", o primeiro a usar esta palavra para indicar as memórias dos Apóstolos foi S. Justino, em 130 d.C.

7. As Cartas

As cartas de Paulo foram enviadas para serem lidas em público. Em I Tes 5, 27 há uma alusão a isto. Havia também o intercâmbio das cartas, como se lê em Col 4,16: "mostrem esta carta para Laodicéia e tragam a de lá para vocês". Aos poucos as cartas foram colecionadas, e no fim do I século já se tem notícia delas, quando em II Ped 3,15 se lê: "...nosso irmão Paulo vos escreveu conforme o dom que lhe foi dado... " As cartas de Paulo foram os primeiros escritos do NT. Não se sabe quando os Evangelhos e elas foram acoplados, mas já no fim do I século estavam reunidos num só livro.

As Epistolas Católicas (universais) são chamadas assim por se destinarem à Igreja em geral, e não a tal ou qual comunidade, como fizera Paulo. Elas também se originaram da necessidade pastoral, e já no começo do II século estavam incorporadas aos outros escritos do NT. Os Atos dos Apóstolos podem ser considerados a continuação do terceiro Evangelho, pois também foi escrito por Lucas. E o Apocalipse de S.João, livro profético, foi acrescentado por último.

Nos escritos do NT, freqüentemente se encontram citações do AT. É que muitas vezes os Apóstolos queriam tirar dúvidas sobre certas passagens, que tinham falsa interpretação. Nas assembléias, eram lidos escritos do AT e do NT, para explicá-los. Exemplo disto temos em I Tes 4,15; I Cor 7,10.25.40; At 15, 28; I Tim 5,18; Lc 10,7.

8. O Cânon Sagrado

No século IV, a Igreja se reuniu em Concilio em Nicéia, e uma das tarefas era organizar o "cânon", ou a lista de livros sagrados considerados autênticos. Neste Concilio, os livros foram estudados e se investigou quais os que sempre foram lidos nos cultos e sempre foram considerados legítimos. E se estabeleceu a ordem ainda hoje conservada. O motivo pelo qual alguns livros foram postos em dúvida era a grande quantidade de livros apócrifos, que fazia com que se duvidasse dos verdadeiros. Havia muitos livros que os judeus não aceitavam. Então os Ss. Padres ponderaram os prós e contras e definiram a lista que foi aprovada.

10/10/2012 15:54

Prólogo

 

A Bíblia é um livro difícil. Difícil porque é antigo, foi escrito por orientais, que têm uma mentalidade bem diferente da greco-romana, da qual nós descendemos. Diversos foram os seus escritores, que viveram entre os anos 1200 a.C. a 100 d.C. Isso, sem contar que foi escrita em línguas hoje inexistentes ou totalmente modificadas, como o hebraico, o grego, o aramaico, fato este que dificulta enormemente uma tradução, pois muitas vezes não se encontram palavras adequadas.

Outra razão para se considerar a Bíblia um livro difícil é que ela foi escrita por muitas pessoas, ás vezes até desconhecidas e em situações concretas as mais diversas. Por isso, para bem entendê-la é necessário colocar-se dentro das situações vividas pelo escritor, o que é de todo impraticável. Quando muito, consegue-se uma aproximação metodológica deste entendimento.

Além do mais, a Bíblia é um livro inspirado e é muito importante saber entender esta inspiração, para haurir com proveito a mensagem subjacente em suas palavras. Dizer que a Bíblia é inspirada não quer dizer que o escritor sagrado (ou hagiógrafo) foi um mero instrumento nas mãos de Deus, recebendo mensagens ao modo psicográfico. É necessário entender o significado mais próprio da 'inspiração' bíblica, assunto que será abordado na continuação.

Entre os católicos, o interesse por conhecer a Bíblia praticamente começou após o Concílio Vaticano II, ou seja, a partir dos anos '60, enquanto os Protestantes há muito se interessam por estudá-la. Não quero adentrar aqui na histórica polêmica religiosa que cerca a leitura e a interpretação da Bíblia, ressuscitando vetustas divergências. Apenas vale salientar que uma série de enganos podem advir de uma interpretação bíblica literal, porque uma interpretação ao "pé da letra" não revela o sentido mais adequado de todas as palavras.

Para que não aconteça conosco incidir neste equívoco, devemos aprender a nos colocar na situação histórica de cada escritor em cada livro, conhecer a situação social concreta da sociedade em que ele viveu, procurar entender o que aquilo significou no seu tempo e só então tentar aplicar a sua mensagem ás nossas circunstâncias atuais.

1. O que é a Bíblia?

Definição do Concilio Vaticano II:

"A Bíblia é o conjunto de livros que, tendo sido escritos sob a inspiração do Espirito Santo, têm Deus como autor, e como tais foram entregues à Igreja".

TESTAMENTO (novo ou antigo): é a tradução da palavra hebraica "berite" que significa a aliança de Deus com o povo por Moisés. Na tradução dos 70 a palavra "berite" foi traduzida por "diatheke", que em grego quer dizer aliança, contrato, testamento.

OBS: A 'tradução dos 70' é uma das versões mais antigas da Bíblia. Segundo a tradição, este trabalho teria sido realizado por 70 sábios da antiguidade.

2. Quais as partes que compõem a Bíblia?

A Bíblia se divide em duas partes principais: o Antigo Testamento e o Novo Testamento. O Antigo refere-se ao período anterior a Jesus Cristo e o Novo se refere ao período cristão. Cada uma destas partes se compõe de diversos 'livros', escritos em épocas históricas diferentes. A seguir, a relação dos livros com uma breve referência ao conteúdo deles.

LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO

  1. Pentateuco (cinco primeiros livros: Gênesis, Êxodo, Levitico, Números, Deuteronômio)
  2. Josué (narra a entrada do povo de Deus na Palestina)
  3. Juizes (narra a conquista da Palestina)
  4. I e II de Samuel (relatos da época de Saul e Davi, continuação da conquista)
  5. I e II dos Reis (relatos sobre Salomão e seus sucessores)
  6. I e II das Crônicas (continuação dos relatos sobre os outros Reis)
  7. I e II dos Macabeus (continuação do período dos Reis)
  8. Livro de Rute (faz alusão ao universalismo. Noemi era pagã e se inseriu no povo de Deus).
  9. Livro de Tobias, Livro de Judite, Livro de Ester (pertencem ao gênero de contos. São livros do tempo do exílio, quando se apresentavam exemplos de abnegação ao povo oprimido, convidando-os a suportar o sofrimento).
  10. Livro de Isaías (cap.l a 39 são do próprio escritor; cap. 40 a 55 são de discípulos; cap.56 a 66 são de outros escritores posteriores)
  11. Livro de Jeremias (ditado por este a Baruc, seu secretário)
  12. Livro de Ezequiel (um dos profetas maiores)
  13. Livro de Daniel (tem um conteúdo apocalíptico )
  14. Livro de Jó (do gênero conto, procura demonstrar que não só os bons são felizes. Tem por objetivo combater uma idéia comum de que só os ricos eram os abençoados por Deus).
  15. Livros Sapienciais (Eclesiastes ou Qohelet; Eclesiástico ou Siráside; Provérbios, Sabedoria e Cântico dos Cânticos). São reflexões de cunho acentuadamente humanístico, aproveitamento do saber oriental.
  16. Livro dos Salmos (coleção de cantos litúrgicos).
  17. Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias (chamados menores não com relação à sua importância, mas ao tamanho de seus escritos).

LIVROS DO NOVO TESTAMENTO

  1. Evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas - têm muitas semelhanças entre si ).
  2. Evangelho de João (maior desenvolvimento teórico, influência filosófica de época)
  3. Atos dos Apóstolos (narram a missão dos apóstolos após a Ressurreição de Cristo)
  4. Epístolas de Paulo (historicamente, os primeiros escritos do NT)
  5. Epístolas Católicas (Pedro, Tiago, Judas): dirigidas a todos os fiéis, por isso, universais.
  6. Apocalipse (escrito por João, na base de códigos, símbolos).
10/10/2012 15:50

A História de Salomão (aprox. 1015-975 a.C.)

 

  • SALOMÃO PEDE A DEUS A SABEDORIA
    Salomão sucedeu a seu pai Davi no trono. Uma noite, o Senhor apareceu-lhe em sonhos e disse-lhe: "Pede-me o que quiseres e eu te darei". Salomão respondeu: "Senhor, meu Deus, fizeste-me rei, a mim vosso servo! Sou ainda muito novo e inexperiente e o vosso povo é numeroso. Dai-me um coração dócil para que eu saiba governar". O Senhor disse-lhe: "Não me pedes longos dias, nem riquezas, mas sabedoria para bem julgar. Vou atender o teu desejo. Dou-te sabedoria e inteligência como ninguém a teve, nem jamais terá. Dou-te também o que não me pediste: riquezas e glória. E se tu guardares os meus preceitos, como os guardou teu pai Davi, dar-te-ei longos anos de vida".

     
  • SALOMÃO JULGA SABIAMENTE
    Pouco tempo depois, apresentaram-se duas mulheres a Salomão. Uma disse: "Senhor, eu e esta mulher habitávamos na mesma casa. Durante a noite, estando a dormir, sufocou o filho e, aproveitando-se do meu sono, pôs o meu filho adormecido junto de si e colocou aos meus pés o seu filho que estava morto. De manhã, olhando de perto para ele, vi que não era o meu filho". A outra mulher interrompeu: "Não, o meu filho é o que está vivo, o teu morreu". A primeira replicou: "Não, o teu é que morreu. O que está vivo é meu". E continuaram a disputar.
    Então o rei disse: Trazei uma espada, dividi em duas partes o menino que está vivo e dai metade a cada uma!". Cheia de amor ao seu filho, a mulher cujo filho estava vivo suplicou: "Senhor, peço-vos que lhes deis a ela o menino vivo e não o mateis!". A outra, pelo contrário, dizia: "Não seja para mim nem para ti, mas divida-se". Então Salomão disse: "Dai à primeira o menino vivo porque é ela a verdadeira mãe". E assim todo o povo de Israel soube que a sabedoria de Deus assistia ao rei para julgar com retidão.

     
  • A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO
    No décimo ano do seu reinado, Salomão enviou embaixadores a Irã, rei de Tiro, para lhe dizer: "O Senhor deu-me paz com todos os meus vizinhos e penso em lhe edificar uma casa. Manda-me, pois, cortar no Líbano cedros e ciprestes!". Irã consentiu e fez-se uma convenção entre os dois reis. Salomão escolheu milhares de operários em todo o Israel e os mandou, por turnos, trabalhar no Líbano com a gente de Irã. Além disso, tinha milhares de carreteiros e cabouqueiros no monte; era lá que se aparelhavam as pedras. Terminada a construção, que levou 7 anos, Salomão convocou os príncipes do povo e ordenou que se transladasse a arca para o templo, com grandioso cortejo. Cento e vinte sacerdotes tocavam trombetas; os levitas cantavam salmos ao som de instrumentos musicais. Imolaram-se inúmeras ovelhas e bois. Colocada a arca no santo dos santos, uma nuvem encheu a casa do Senhor.
    Salomão prostrou-se diante do altar dos holocaustos e disse: "Senhor, Deus de Israel, se os céus não vos podem conter, muito menos esta casa que eu vos edifiquei. Todavia, dignai-vos a lançar sobre ela um olhar de misericórdia e ouvi a todos aqueles que orarem neste lugar". Então desceu o fogo do céu e consumiu as vítimas. Depois o Senhor apareceu a Salomão e disse: "Nesta casa estarão sempre os meus olhos e o meu coração".

     
  • DESCRIÇÃO DO TEMPLO
    O templo de Salomão reproduzia a planta do tabernáculo, mas em maiores dimensões. O edifício tinha 60 côvados de comprimento, 20 de largura e 30 de altura. Do lado do Oriente erguia-se um pórtico. Dos outros três lados, tinha encostada uma construção de 18 côvados, dividida em 3 andares, com compartimentos para guardar o mobiliário do templo. O interior compreendia o santo e o santo dos santos. O santo tinha 40 côvados de comprimento; o santo dos santos, que se prolongava do lado do Oriente, tinha 20 côvados de comprimeto, 20 de largura e 20 de altura. As paredes e os tetos do santuário eram guarnecidos de tábuas de cedro e ornados com flores, palmas e querubins esculpidos, tudo revestido de ouro. O próprio pavimento era de lâminas de ouro. Em volta das construções havia dois átrios: um no interior reservado aos sacerdotes e outro no exterior para o povo.

     
  • A RAINHA DE SABÁ VISITA SALOMÃO
    Acabada a construção do templo do Senhor, Salomão construiu também para si um esplêndido palácio. O trono era de ouro e marfim e a baixela era do mais fino ouro. Os seus navios iam buscar nos países mais longíquos ouro e objetos preciosos de toda a espécie, como dentes de elefante e pavões. Em riqueza, excedeu todos os reis da terra.
    De todos os países do mundo corria gente para ver Salomão e todos se honravam em lhe oferecer presentes. A rainha de Sabá, na Arábia, veio também a Jerusalém com grande comitiva para conhecer a sabedoria de Salomão. Quando o ouviu e viu toda a sua magnificência, ficou encantada e disse: "Na verdade, a tua sabedoria e a tua glória ultrapassam a fama que tinha chegado até mim. Bem-aventurados os servos que estão sempre contigo e ouvem as palavras da tua sabedoria! Bendito seja o Senhor, teu Deus, que te colocou sobre o trono de Israel". E ofereceu-lhe ricos presentes de ouro e pedras preciosas antes de voltar para o seu país.

     
  • PECADO DE SALOMÃO
    Salomão desposou mulheres pagãs que o levaram a cair na idolatria, quando já era velho. O Senhor mandou-lhe dizer: "Porque transgrediste os meus mandamentos, eu dividirei o teu reino. Contudo, em atenção ao meu servo Davi, deixarei uma parte dele a teu filho". Salomão reinou 40 anos em Jerusalém.

 

10/10/2012 13:49

A bíblia sagrada

 

A Bíblia, um livro que tem continuado vivo através dos séculos e indispensável aos Servos do Rei, é o tema deste comentário.

O termo Bíblia tem origem no grego "Biblos" e somente foi usado a partir do ano 200 dC pelos cristãos é um livro singular, inspirado por Deus, diversos Escribas, Sacerdotes, Reis, Profetas e Poetas (2Tm 3.16; 2Pe 1.20,21) a escreveram, num período aproximado de 1.500 anos, foram mais de 40 pessoas e notadamente vê-se a mão de Deus na sua unidade. Estes textos foram copiados e recopiados de geração para geração em diversos idiomas, tais como: Hebraico, Aramaico e grego; até chegar a nós.

Verificou-se através do Método Textual, que 99% dos textos mantêm-se fiel aos originais, é certamente uma obra divina, levando em consideração os milhares de anos entre a escrita e nossos dias. As partes mais antigas das Escrituras encontradas são um pergaminho de Isaías em hebraico do segundo século aC, descoberto em 1947 nas cavernas do Mar Morto e um pequeno papiro contendo parte do Livro de João 18.31-33,37,38 datados do segundo século dC.

Divisão em Capítulos:

A Bíblia em sua forma original é desprovida das divisões de capítulos e versículos. Para facilitar sua leitura e localização de "citações" o Prof. Stephen Langton, no ano de 1227 dC a dividiu em capítulos.

Divisão em Versículos:

Até o ano de 1551 dC não existia a divisão denominada versículo. Neste ano o Sr. Robert Stephanus chegou a conclusão da necessidade de uma subdivisão e agrupou os texto em versículos.

Até a invenção da gráfica por Gutenberg, a Bíblia era um livro 

Definições

28/10/2012 01:25

definição do que é família

 

família é unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligados por laços afetivos.

Etimologia

Latim famulus = que serve, lugar em função de[1]. Latim faama = casa[2] Latim famulo = do verbo facere, a indicar que faz, que serve[3].

[editar]Conceito de família

A família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições. É um grupo de pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimónio ou adoção. Nesse sentido o termo confunde-se com clã. Dentro de uma família existe sempre algum grau de parentesco. Membros de uma família costumam compartilhar do mesmo sobrenome, herdado dos ascendentes diretos. A família é unida por múltiplos laços capazes de manter os membros moralmente, materialmente e reciprocamente durante uma vida e durante as gerações.

Podemos então, definir família como um conjunto invisível de exigências funcionais que organiza a interação dos membros da mesma, considerando-a, igualmente, como um sistema, que opera através de padrões transacionais. Assim, no interior da família, os indivíduos podem constituir subsistemas, podendo estes ser formados pela geraçãosexo, interesse e/ ou função, havendo diferentes níveis de poder, e onde os comportamentos de um membro afetam e influenciam os outros membros. A família como unidade social, enfrenta uma série de tarefas de desenvolvimento, diferindo a nível dos parâmetros culturais, mas possuindo as mesmas raízes universais (MINUCHIN,1990).

Estruturas familiares

A família assume uma estrutura característica. Por estrutura entende-se, “uma forma de organização ou disposição de um número de componentes que se inter-relacionam de maneira específica e recorrente” (WHALEY e WONG, 1989; p. 21). Deste modo, a estrutura familiar compõe-se de um conjunto de indivíduos com condições e em posições, socialmente reconhecidas, e com uma interacção regular e recorrente também ela, socialmente aprovada. A família pode então, assumir uma estrutura nuclear ou conjugal, que consiste em duas pessoas adultas (tradicionalmente uma mulher e um homem) e nos seus filhos, biológicos ou adotados, habitando num ambiente familiar comum. A estrutura nuclear tem uma grande capacidade de adaptação, reformulando a sua constituição, quando necessário.

Existem também famílias com uma estrutura de pais únicos ou monoparental, tratando-se de uma variação da estrutura nuclear tradicional devido a fenómenos sociais, como o divórcio, óbito, abandono de lar, ilegitimidade ou adopção de crianças por uma só pessoa.

família ampliada ou extensa (também dita consanguínea) é uma estrutura mais ampla, que consiste na família nuclear, mais os parentes directos ou colaterais, existindo uma extensão das relações entre pais e filhos para avós, pais e netos.

Para além destas estruturas, existem também as por vezes denominadas de famílias alternativas, estando entre estas as famílias comunitárias e as famílias arco-íris, as constituídas por pessoas LGBT - lésbicas, gays, bissexuais ou transgéneros - e os seus filhos.

As famílias comunitárias, ao contrário dos sistemas familiares tradicionais, onde a total responsabilidade pela criação e educação das crianças se cinge aos pais e à escola, nestas famílias, o papel dos pais é descentralizado, sendo as crianças da responsabilidade de todos os membros adultos.

Quanto ao tipo de relações pessoais que se apresentam numa família, LÉVI-STRAUSS (cit. por PINHEIRO, 1999), refere três tipos de relação. São elas, a de aliança (casal), a de filiação (pais e filhos) e a de consanguinidade (irmãos). É nesta relação de parentesco, de pessoas que se vinculam pelo casamento ou por uniões sexuais, que se geram os filhos.

Segundo ATKINSON e MURRAY (cit. por VARA, 1996), a família é um sistema social uno, composto por um grupo de indivíduos, cada um com um papel atribuído, e embora diferenciados, consubstanciam o funcionamento do sistema como um todo. O conceito de família, ao ser abordado, evoca obrigatoriamente, os conceitos de papéis e funções, como se têm vindo a verificar.

Em todas as famílias, independentemente da sociedade, cada membro ocupa determinada posição ou tem determinado estatuto, como por exemplo, marido, mulher, filho ou irmão, sendo orientados por papéis. Papéis estes, que não são mais do que, “as expectativas de comportamento, de obrigações e de direitos que estão associados a uma dada posição na família ou no grupo social” (DUVALL ; MILLER cit. por STANHOPE, 1999; p. 502).

Assim sendo, e começando pelos adultos na família, os seus papéis variam muito, tendo NYE (cit. por STANHOPE, 1999) considerado como característicos os seguintes: a “socialização da criança”, relacionado com as actividades contribuintes para o desenvolvimento das capacidades mentais e sociais da criança; os “cuidados às crianças”, tanto físicos como emocionais, perspectivando o seu desenvolvimento saudável; o “papel de suporte familiar”, que inclui a produção e/ ou obtenção de bens e serviços necessários à família; o “papel de encarregados dos assuntos domésticos”, onde estão incluídos os serviços domésticos, que visam o prazer e o conforto dos membros da família; o “papel de manutenção das relações familiares”, relacionado com a manutenção do contacto com parentes e implicando a ajuda em situações de crise; os “papéis sexuais”, relacionado com as relações sexuais entre ambos os parceiros; o “papel terapêutico”, que implica a ajuda e apoio emocional aquando dos problemas familiares; o “papel recreativo”, relacionado com o proporcionar divertimentos à família, visando o relaxamento e desenvolvimento pessoal.

Relativamente aos papéis dos irmãos, estes são promotores e receptores, em simultâneo, do processo de socialização na família, ajudando a estabelecer e manter as normas, promovendo o desenvolvimento da cultura familiar. “Contribuem para a formação da identidade uns dos outros servindo de defensores e protectores, interpretando o mundo exterior, ensinando os outros sobre equidade, formando alianças, discutindo, negociando e ajustando mutuamente os comportamentos uns dos outros” (Idem; p. 502). Há a salientar, relativamente aos papéis atribuídos que, será ideal que exista alguma flexibilidade, assim como, a possibilidade de troca ocasional desses mesmos papéis, aquando, por exemplo, um dos membros não possa desempenhar o seu (SOARES, 2003).

[editar]Funções de família

Como os papéis, as funções estão igualmente implícitas nas famílias, como já foi referido. As famílias como agregações sociais, ao longo dos tempos, assumem ou renunciam funções de proteção e socialização dos seus membros, como resposta às necessidades da sociedade pertencente. Nesta perspectiva, as funções da família regem-se por dois objectivos, sendo um de nível interno, como a protecção psicossocial dos membros, e o outro de nível externo, como a acomodação a uma cultura e sua transmissão. A família deve então, responder às mudanças externas e internas de modo a atender às novas circunstâncias sem, no entanto, perder a continuidade, proporcionando sempre um esquema de referência para os seus membros (MINUCHIN, 1990). Existe consequentemente, uma dupla responsabilidade, isto é, a de dar resposta às necessidades quer dos seus membros, quer da sociedade (STANHOPE, 1999).

DUVALL e MILLER (cit. por Idem) identificaram como funções familiares, as seguintes: “geradora de afecto”, entre os membros da família; “proporcionadora de segurança e aceitação pessoal”, promovendo um desenvolvimento pessoal natural; “proporcionadora de satisfação e sentimento de utilidade”, através das actividades que satisfazem os membros da família; “asseguradora da continuidade das relações”, proporcionando relações duradouras entre os familiares; “proporcionadora de estabilidade e socialização”, assegurando a continuidade da cultura da sociedade correspondente; “impositora da autoridade e do sentimento do que é correcto”, relacionado com a aprendizagem das regras e normas, direitos e obrigações características das sociedades humanas. Para além destas funções, STANHOPE (1999) acrescenta ainda uma função relativa à saúde, na medida, em que a família protege a saúde dos seus membros, dando apoio e resposta às necessidades básicas em situações de doença. “A família, como uma unidade, desenvolve um sistema de valores, crenças e atitudes face à saúde e doença que são expressas e demonstradas através dos comportamentos de saúde-doença dos seus membros (estado de saúde da família)” (Idem; p. 503).

Para SERRA (1999), a família tem como função primordial a de protecção, tendo sobretudo, potencialidades para dar apoio emocional para a resolução de problemas e conflitos, podendo formar uma barreira defensiva contra agressões externas. FALLON [et al.] (cit. por Idem) reforça ainda que, a família ajuda a manter a saúde física e mental do indivíduo, por constituir o maior recurso natural para lidar com situações potenciadoras de stress associadas à vida na comunidade.

Relativamente à criança, a necessidade mais básica da mesma, remete-se para a figura materna, que a alimenta, protege e ensina, assim como cria um apego individual seguro, contribuindo para um bom desenvolvimento da família e consequentemente para um bom desenvolvimento da criança. A família é então, para a criança, um grupo significativo de pessoas, de apoio, como os pais, os pais adoptivos, os tutores, os irmãos, entre outros. Assim, a criança assume um lugar relevante na unidade familiar, onde se sente segura. A nível do processo de socialização a família assume, igualmente, um papel muito importante, já que é ela que modela e programa o comportamento e o sentido de identidade da criança. Ao crescerem juntas, família e criança, promovem a acomodação da família às necessidades da criança, delimitando áreas de autonomia, que a criança experiencia como separação.

A família tem também, um papel essencial para com a criança, que é o da afectividade, tal como já foi referido. Para MCHAFFIE (cit. por PINHEIRO, 1999), a sua importância é primordial pois considera o alimento afectivo tão imprescindível, como os nutrientes orgânicos. “Sem o afecto de um adulto, o ser humano enquanto criança não desenvolve a sua capacidade de confiar e de se relacionar com o outro” (Idem; p. 30).

Deste modo, “(...) a família constitui o primeiro, o mais fundante e o mais importante grupo social de toda a pessoa, bem como o seu quadro de referência, estabelecido através das relações e identificações que a criança criou durante o desenvolvimento” (VARA, 1996; p. 8), tornando-a na matriz da identidade.

[editar]Conceito histórico de família

O termo “família” é derivado do latim “famulus”, que significa “escravo doméstico”. Este termo foi criado na Roma Antiga para designar um novo grupo social que surgiu entre as tribos latinas, ao serem introduzidas à agricultura e também escravidão legalizada.

No direito romano clássico a "família natural" cresce de importância - esta família é baseada no casamento e no vínculo de sangue. A família natural é o agrupamento constituído apenas dos cônjuges e de seus filhos. A família natural tem por base o casamento e as relações jurídicas dele resultantes, entre os cônjuges, e pais e filhos.[4] Se nesta época predominava uma estrutura familiar patriarcal em que um vasto leque de pessoas se encontrava sob a autoridade do mesmo chefe, nos tempos medievais (Idade Média), as pessoas começaram a estar ligadas por vínculos matrimoniais, formando novas famílias. Dessas novas famílias fazia também parte a descendência gerada que, assim, tinha duas famílias, a paterna e a materna.

Com a Revolução Francesa surgiram os casamentos laicos no Ocidente e, com a Revolução Industrial, tornaram-se frequentes os movimentos migratórios para cidades maiores, construídas em redor dos complexos industriais. Estas mudanças demográficas originaram o estreitamento dos laços familiares e as pequenas famílias, num cenário similar ao que existe hoje em dia. As mulheres saem de casa, integrando a população activa, e a educação dos filhos é partilhada com as escolas. Os idosos deixam também de poder contar com o apoio directo dos familiares nos moldes pré-Revoluções Francesa e Industrial, sendo entregues aos cuidados de instituições de assistência (cf. MOREIRA, 2001). Na altura, a família era definida como um “agregado doméstico (…) composto por pessoas unidas por vínculos de aliança, consanguinidade ou outros laços sociais, podendo ser restrita ou alargada” (MOREIRA, 2001, p. 22). Nesta definição, nota-se a ambiguidade motivada pela transição entre o período anterior às revoluções, representada pelas referências à família alargada, com a tendência reducionista que começava a instalar-se reflectida pelos vínculos de aliança matrimonial.

Na cultura ocidental, uma família é definida especificamente como um grupo de pessoas de mesmo sangue, ou unidas legalmente (como no casamento e na adoção). Muitos etnólogosargumentam que a noção de "sangue" como elemento de unificação familiar deve ser entendida metaforicamente; dizem que em muitas sociedades e culturas não-ocidentais a família é definida por outros conceitos que não "sangue". A família poderia assim se constituir de uma instituição normalizada por uma série de regulamentos de afiliação e aliança, aceitos pelos membros. Alguns destes regulamentos envolvem: a exogamia, a endogamia, o incesto, a monogamia, a poligamia, e a poliandria.

A família vem-se transformando através dos tempos, acompanhando as mudanças religiosas, económicas e sócio-culturais do contexto em que se encontram inseridas. Esta é um espaço sócio-cultural que deve ser continuamente renovado e reconstruído; o conceito de próximo encontra-se realizado mais que em outro espaço social qualquer, e deve ser visto como um espaço político de natureza criativa e inspiradora.

Assim, a família deverá ser encarada como um todo que integra contextos mais vastos como a comunidade em que se insere. De encontro a esta afirmação, [[JANOSIK e GREEN]], referem que a família é um “sistema de membros interdependentes que possuem dois atributos: comunidade dentro da família e interacção com outros membros” (STANHOPE, 1999, p. 492).

Engels, em seu livro Origem da família da propriedade privada e do estado, faz uma ligação da família com a produção material, utilizando-se do materialismo-hitórico-dialético e relacionando a monogamia como "propriedade privada da mulher".

Através de uma análise de DNA, pesquisadores coordenados por Wolfgang Haak, da Universidade de Adelaide, na Austrália, identificaram quatro corpos como sendo uma mãe, um pai e seus dois filhos, de 8 ou 9 anos e 4 ou 5 anos. Com uma idade de 4600 anos a descoberta consiste no mais antigo registro genético molecular já identificado de uma família no mundo. [5][6]

[editar]Família real

Ver artigo principal: Família real

Outro tipo conhecido de estrutura familiar são as famílias reais. Denomina-se família real a relação estendida dos membros de um soberano, geralmente de um estado monárquico. Os membros das famílias reais recebem destaque e privilégio perante o círculo social de sua nação, sendo muitas vezes tidos como personalidades políticas destes. Uma das mais famosas famílias reais do mundo é a Família real britânica.

Referências

1.    Dicionário de Ontopsicologia|MENEGHETTI, Antonio. Dicionário de Ontopsicologia. 2 ed. rev. Recanto Maestro: Ontopsicologica Editrice, 2008. ISBN 978-85-88381-41-4

2.   Etimologia de "família" cf. Vocabolorio Etimologico della Lingua Italiana, Francesco Bonomi

3.   Etimologia de "famulo" cf. Vocabolorio Etimologico della Lingua Italiana, Francesco Bonomi

4.   ALVES, José Carlos Moreira. Direito Romano. Rio de Janeiro: Forense, 1977. II vol. n. 282.

5.   Oglobo Visitado em 20.11.2008.

6.   Jornal O Globo, 19.11.2008, pg. 36

[editar]Bibliografia

§  ALVES, José Carlos Moreira. Direito Romano. Rio: Forense, 1977.

§  MINUCHIN, Salvador – Famílias: Funcionamento & Tratamento. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990. p. 25-69.

§  SARACENO, Chiara – Sociologia da Família, Lisboa: Estampa, 1997.

§  STANHOPE, Marcia – Teorias e Desenvolvimento Familiar. In STANHOPE, Marcia ; LANCASTER, Jeanette – Enfermagem Comunitária: Promoção de Saúde de Grupos, Famílias e Indivíduos. 1.ª ed. Lisboa : Lusociência, 1999. ISBN 972-8383-05-3. p. 492-514.

§  Origem da família da propriedade privada e do estado.

 

Wikiquote possui citações de ou sobre: Família

 

Wikcionário possui o verbeteFamília

[editar]Ver também

§  Carta dos Direitos da Família

§  Casa

§  Casamento

§  Casamento religioso

§  Centro de história da família

§  Famílias arco-íris

§  Família na Doutrina Social da Igreja

§  Genealogia

§  Lei de Defesa do Casamento

§  Relações familiares

§  Mulher na história

[editar]Ligações externas

§  A Família. UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância. Sítio em português, acessado em 24 de abril de 2006.

§  A Família Brasileira. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Sítio em português, espanhol e inglês, acessado em 24 de abril de 2006.

§  Instituto Brasileiro de Direito de Família

§  Lei Maria da Penha

 

28/10/2012 01:17

definição do que é o amor

 

Amor, é o nível ou grau de responsabilidade, utilidade e prazer com que lidamos com as coisas e pessoas que conhecemos. [1] -

A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeiçãocompaixãomisericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação. É tido por muitos como a maior de todas as conquistas do ser.

Características do amor

 

Cisnes formando um coração

Fala-se do amor das mais diversas formas: amor físico, amor platônico, amor materno, amor a Deus, amor à vida. É o tipo de amor que tem relação com o caráter da própria pessoa e a motiva a amar (no sentido de querer bem e agir em prol).

As muitas dificuldades que essa diversidade de termos oferece, em conjunto à suposta unidade de significado, ocorrem não só nos idiomas modernos, mas também no grego e no latim.

O grego possui várias palavras para amor, cada qual denotando um sentido diferente e específico.

No latim encontramos amor, dilectio, charitas, bem como Eros, quando se refere ao amor personificado numa deidade.

Amar também tem o sentido de gostar muito, sendo assim possível amar qualquer ser vivo ou objeto.

Amor platônico

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Magnifying_glass_01.svg/17px-Magnifying_glass_01.svg.pngVer artigo principal: Amor platônico

Amor platônico é uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor perfeito, ideal, puro, casto.

Trata-se, contudo, de uma má interpretação da filosofia de Platão, quando vincula o atributo "platônico" ao sentido de algo existente apenas no plano das ideias. Porque Ideia em Platão não é uma cogitação da razão ou da fantasia humana. É a realidade essencial. O mundo da matéria seria apenas uma sombra que lembraria a luz da verdade essencial.

A expressão amor platônico é uma interpretação equivocada do conceito de Amor na filosofia de Platão. O amor em Platão é falta. Ou seja, o amante busca no amado a Ideia - verdade essencial - que não possui. Nisto supre a falta e se torna pleno, de modo dialético, recíproco.

Em contraposição ao conceito de Amor na filosofia de Platão está o conceito de paixão. A paixão seria o desejo voltado exclusivamente para o mundo das sombras, abandonando-se a busca da realidade essencial. O amor em Platão não condena o sexo, ou as coisas da vida material.

Na obra Simpósio (de Platão), há uma passagem sobre o significado do amor. Sócrates é o mais importante dentre os homens presentes. Ele diz que na juventude foi iniciado na filosofia do amor por Diotima de Mantinea, que era uma sacerdotisa. Diotima lhe ensinou a genealogia do amor e por isso as ideias de Diotima estão na origem do conceito socrático-platônico do amor. Segundo Joseph Campbell, "não é por acaso que Sócrates nomeia Diotima como aquela que lhe deu as instruções e os métodos mais significativos para amar/falar. A palavra falada por amor é uma palavra que vem das origens [2]."

Perspectiva filosófica

 

https://bits.wikimedia.org/static-1.21wmf2/skins/common/images/magnify-clip.png

O Triunfo de Vênus, de Angelo Bronzino.

Diferentemente do conceito de amor platônico, quando se fala do amor em Platão estamos nos referindo ao pensamento deste filósofo sobre o amor. A noção de amor é central no pensamento platônico. Em seus diálogos, Sócrates dizia que o amor era a única coisa que ele podia entender e falar com conhecimento de causa. Platão compara-o a uma caçada (comparação aplicada também ao ato de conhecer) e distinguia três tipos de amor: o amor terreno, do corpo; o amor da alma, celestial (que leva ao conhecimento e o produz); e outro que é a mistura dos dois. Em todo caso o amor, em Platão, é o desejo por algo que não se possui.

A temática do amor é comum a quase todos os filósofos gregos, entendido como um princípio que governa a união dos elementos naturais e como princípio de relação entre os seres humanos.

Depois de Platão, entretanto, só os platônicos e os neoplatônicos consideraram o amor um conceito fundamental. Em Plutarco o amor é a aspiração daquilo que carece de forma (ou só a tem minimamente) às formas puras e, em última instância, à Forma Pura do Bem. Em "As Enéadas", Plotino trata do amor da alma à inteligência; e na sua Epistola ad Marcelam, Porfírio menciona os quatro princípios de Deus: a fé, a verdade, o amor e a esperança. No pensamento neoplatônico, o conceito de amor tem um significado fundamentalmente metafísico ou metafísico-religioso.

O amor original

O amor, para ocorrer, não importando os níveis: se social, afetivo, paternal ou maternal, fraternal - que é o amor entre irmãos e companheiros - deve obrigatoriamente ser permitido. O que significa ser amor permitido? Bem, de fato quase nunca pensa-se sobre isso porque passa tão despercebido que atribui-se a um comportamento natural do ser humano ou de outros seres vivos. Mas não, a permissão aqui referida toma-se por base um sentimento de reciprocidade capaz de dar início e alargar as relações de afetividade entre duas ou mais pessoas ou seres que estão em contato e que por ventura vêm a nutrir um sentimento de afeição ou amor entre si.

A permissão ocorre em um nível de aceitação natural, mental ou físico, no qual o ser dá abertura ao outro sem que sejam necessárias quaisquer obrigações ou atitudes demeritórias ou confusas de nenhuma das partes. A liberdade de amar, quando o sentimento preenche de alguma forma a alma e o corpo e não somente por alguns minutos, dias ou meses, mas por muitos anos, quiçá eternamente enquanto dure e mais nas lembranças e memórias.

Por que você me ama? Porque você permitiu. Essa frase remete ao mais simples mecanismo de reciprocidade e lealdade, se um pergunta ao outro a razão de seu sentimento de amor em direção a ele, a resposta só poderia ser essa. A razão do sentimento de amor em direção à outra pessoa recaí na própria pessoa amada, que em seus gestos, palavras, pensamentos e ações conferiu permissão a que a outra pessoa ou ser - podendo até ser um animal de estimação - o dedicasse aquele sentimento de amor.

O amor pode ser entendido de diferentes formas, e tomado por certo conquanto é um sentimento, dessa forma é abstrato, sem forma, sem cor, sem tamanho ou textura. Mas é por si só: O sentimento em excelência; o que quer dizer que é o sentimento primário e inicial de todo e cada ser humano, animal ou qualquer outro ser dotado de sentimentos e capacidade de raciocínio natural.

Todos carecem de amor e querem reconhecer esse sentimento em si e nos outros, não importando idade ou sexo. O amor é vital para nossas vidas como o ar, e é notoriamente reconhecido que sem amor a criatura não sobrevive conquanto o amor equilibra e traz a paz de espírito quando é necessário.

eros

 

https://bits.wikimedia.org/static-1.21wmf2/skins/common/images/magnify-clip.png

Corações estilizados: um símbolo do amor.

Eros representa a parte consciente do amor que uma pessoa sente por outra. É o amor que se liga de forma mais clara à atração física, e frequentemente compele as pessoas a manterem um relacionamento amoroso continuado. Nesse sentido também é sinônimo sensualidade que leva a atracção física e depois às relações sexuais.

Ao contrário vem a Psique, que representa o sentimento mais espiritual e profundo.

Pragma

Pragma (do grego, "prática", "negócio") seria uma forma de amor que prioriza o lado prático das coisas. O indivíduo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Se o namoro aparente tiver futuro, ele investe. Se não, desiste. Cultiva uma lista de pré-requisitos para o parceiro ou a parceira ideal e pondera muito antes de se comprometer. Procura um bom pai ou uma boa mãe para os filhos e leva em conta o conforto material. Está sempre cheio de perguntas. O que será que a minha família vai achar? Se eu me casar, como estarei daqui a cinco anos? Como minha vida vai mudar se eu me casar?

Amor interessado em fazer bem a si mesmo, Amor que espera algo em troca.

Philia

Em grego, Philia significa altruísmo, generosidade. A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa. É visto por muitos, como uma forma incondicional de amar.

A interpretação cristã sobre a origem de Jesus, engloba este tipo de amor para descrever o ato de Deus, que, ao ver a humanidade perdida, entrega seu filho unigênito, para ser morto em favor do homem.

Storge

O nome da divindade grega da amizade é Storge. Por isso, quem tende a ter esse estilo de amor valoriza a confiança mútua, o entrosamento e os projetos compartilhados. O romance começa de maneira tão gradual que os parceiros nem sabem dizer quando exatamente. A atração física não é o principal. Os namorados-amigos não tendem a ter relacionamentos calorosos, mas sim tranquilos e afetuosos. Preferem cativar a seduzir. E, em geral, mantêm ligações bastante duradouras e estáveis. O que conta é a confiança mútua e os valores compartilhados. Os amantes do tipo storge revelam satisfação com a vida afetiva. Acontece geralmente entre grandes amigos. Normalmente os casais com este tipo de amor conhecem muito bem um ao outro.

Sexo

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Magnifying_glass_01.svg/17px-Magnifying_glass_01.svg.pngVer artigo principal: Relação sexual humana

A palavra amor pode ser entendida também como sexo, quando usada em expressões como "fazer amor", "make love" (em inglês), "hacer el amor" (em castelhano), "faire l'amour" (em francês). Os hispanófonos, por exemplo, encontramos a palavra "amor" sendo, em geral, substituída por variações de "querer", como em "yo te quiero", em detrimento do possível "te amo" em espanhol.

Estilos de Amor

Susan Hendrick e Clyde Hendrick desenvolveram uma Escala de Atitudes Amorosas baseados na teoria de Alan John Lee, teoria chamada Estilos de amor. Lee identificou seis tipos básicos em sua teoria. Nestes tipos as pessoas usam em suas relações interpessoais:

§  Eros - um amor apaixonado fundamentado e baseado na aparência física

§  Psiquê - um amor "espiritual", baseado na mente e nos sentimentos eternos

§  Ludus - o amor que é jogado como um jogo; amor brincalhão

§  Storge - um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base em similaridade

§  Pragma - amor pragmático, que visualiza apenas o momento e a necessidade temporária, do agora

§  Mania - amor altamente emocional, instável; o estereótipo de amor romântico ou apaixonado.

§  Ágape - amor altruísta; espiritual

De acordo com a pesquisa de Hendrick e Hendrick, os homens tendem a ser mais lúdicos e maníacos, enquanto as mulheres tendem a ser stórgicas e pragmáticas. Relacionamentos baseados em amor de estilos semelhantes tendem a durar mais tempo. Em 2007, pesquisadores da Universidade de Pavia liderados pelo Dr. Enzo Emanuele forneceram provas da existência de uma base genética para variações individuais em verificada na Teoria dos Estilos amorosos de Lee.

O Eros relaciona-se com a dopamina no sistema nervoso e a Mania à serotonina.

Atração física, paixão e amor

Atração física

Na atração física reside os nossos instintos atrelados ao nosso estado fisiológico como as necessidades sexuais, prazer e perpetuidade da espécie.

Paixão

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Magnifying_glass_01.svg/17px-Magnifying_glass_01.svg.pngVer artigo principal: Paixão (sentimento)

paixão é um forte sentimento que se pode tomar até mesmo como uma patologia provinda do amor. Manifestada a paixão em devida circunstância, o indivíduo tende a ser menos racional, priorizando o instinto de possuir o objeto que lhe causou o desejo. Sendo assim, o apaixonado pode transcender seus limites no que tange a razão e, em situações extremas, beira a obsessão.

Essa atração intensa e impetuosa está intimamente ligada à baixa de serotonina no cérebro: substância química (neurotransmissor) responsável por vários sentimentos e patologias, dentre eles a ansiedade e o estresse; a depressão e a psicose obsessiva-compulsiva.

Amor Interpessoal

O Amor Interpessoal se refere ao amor entre os seres humanos. É um sentimento mais potente do que um simples gostar entre duas ou mais pessoas. Sem amor refere-se aos sentimentos de amor que não são reciprocidade. O Amor interpessoal é mais associado com relações interpessoais. Tal amor pode existir entre familiares, amigos e casais. Há também uma série de distúrbios psicológicos relacionados ao amor, como erotomania.

§  Alguns sentimentos que são frequentemente associados com Amor Interpessoal:

§  Carinho: sentimentos de ternura e / ou querendo proximidade física

§  Atração: satisfazer necessidades básicas emocionais

§  Altruísmo: altruísta ou altruísta preocupação para outrem

§  Reciprocidade: se o amor é recíproco

§  Compromisso: um desejo de manter o amor

§  Intimidade emocional: a troca de emoções e sentimentos

§  Amizade: o espírito entre amigos

§  Parentesco: laços familiares

§  Paixão: desejo constante, sentido via modificação do ritmo cardíaco

§  Intimidade física: compartilhamento do espaço pessoal e íntimo

§  A auto-interesse: quando se visa recompensas

§  Serviço: desejo de ajudar

A sexualidade pode ser um elemento importante na determinação da forma de um relacionamento. Enquanto a atração sexual, muitas vezes, cria um novo vínculo sexual. Esta intenção, quando isolada, pode ser considerada indesejável ou inadequada em certos tipos de amor. Em muitas religiões e sistemas de ética é considerada errada, a maneira de agir sobre desejo sexual para com a família de forma imediata. Como por exemplo: para as crianças, ou fora de um relacionamento empenhado. No entanto, há muitas maneiras de expressar amor apaixonado sem sexo. Afeto, intimidade emocional, partilha de interesses e experiências são comuns nas amizades e amores de todos os seres humanos.

Modelos científicos

As Ciências Biológicas tem modelos de amor que o descrevem como um instinto de mamíferos, tal como fome ou sede. Na psicologia vê-se o amor como mais de um fenômeno: social e cultural. Há provavelmente elementos de verdade em ambas as posições - o amor é certamente influenciada por hormônio s (tais como oxitocina), neurotransmissores (como NGF), e Feromônios, bem como a forma de pensar das pessoas o que faz com que estas se comportem com relação ao amor de maneira influenciada por suas concepções do que é o amor.

A visão convencional da biologia é que existem duas grandes vertentes no amor - atração sexual. Isto faria com que este comportamento entre adultos de uma determinada espécie se empenhassem na criação dos seus descendentes da mesma maneira com a qual a trabalhar com os mesmos princípios que levam uma criança a tornar-se ligado a sua mãe. O ponto de vista tradicional da psicologia vê o amor como sendo uma combinação de compromisso amoroso e amor apaixonado. Amor apaixonado é intenso, é desejo, e é muitas vezes acompanhada porexcitação fisiológica (falta de ar, rápidas do ritmo cardíaco). Compromisso amoroso é afeto e uma sensação de intimidade não acompanhados de excitação fisiológica.

A teoria triangular do amor

Na teoria triangular do amor, os relacionamentos são caracterizados por três elementos: intimidadepaixão e compromisso. Cada um destes elementos e suas combinações entre si podem estar presente em um relacionamento, produzindo as seguintes definições:

§  Amizade (intimidade)

§  Limerence (paixão)

§  Amor vazio (compromisso)

§  Amor romântico (intimidade + paixão)

§  Companheirismo amoroso (intimidade + compromisso)

§  Amor fugaz (paixão + compromisso)

§  Amor consumado (intimidade + paixão + compromisso)

Amor, paixão, e loucura

Estudos têm demonstrado que o escaneamento dos cérebros dos indivíduos apaixonados exibe uma semelhança com as pessoas portadoras de uma doença mental. O amor cria uma atividade na mesma área do cérebro que a fome, a sede, e drogas pesadas, criando atividade Polimerase. Novos amores, portanto, poderiam ser mais emocionais do que físicos. Ao longo do tempo, essa reação ao amor muda, e diferentes áreas do cérebro são ativadas, principalmente naqueles amores que envolvem compromissos de longo prazo. Dr. Andrew Newberg, um neurocientista, sugere que esta reação de modificação do amor é tão semelhante ao do vício as drogas, porque sem amor, a humanidade morreria.

Neurobiologia do “estar apaixonado”

Na área da neurobiologia, existem estudos apoiados em resultados de eletroencefalografia e no registro das correntes elétricas que ocorrem no cérebro durante o estado “paixão”, comprovam que apresenta a mesma elevada atividade como aquela registrada durante a libido. Quando alguém se apaixona registra-se maior produção de dopamina, responsável pelo estado de euforia,adrenalina, responsável pela excitação, a endorfina, pela sensação de felicidade e bem estar e finalmente eleva a testosterona que contribui para a maior apetência sexual. Simultaneamente são libertados substâncias químicas, os feromônios ou feromonas que exercem atração olfativa em animais da mesma espécie. Por outro lado diminui drasticamente o nível de serotonina, o que faz com que o estado “estar apaixonado” se assemelha ao estado registrado durante outras doenças psíquicas. Por isso muitos apaixonados se comportam mais impulsivamente, sem inibição como se estivessem fora do seu controlo racional. Após alguns meses, o corpo se acostuma as estas elevadas doses (segundo a OMS dura no máximo 24 a 36 meses) e diminui gradualmente a “intoxicação” do cérebro.

Amor em outras culturas

Chinês

Contemporaneamente em chinês idioma e cultura, vários termos ou palavras raiz são utilizados para o conceito de "amor":

Ai (爱) é usado como um verbo (por exemplo, Wo ai ni, "eu te amo"), ou como um substantivo, especialmente em aiqing(爱情), "amor" ou "Romance". Na China desde 1949, airen(爱人, originalmente "amante", ou mais literalmente, "amor entre pessoas") é a principal palavra de "cônjuge" (com dois significados para "Mulher "e" marido "originalmente sendo enfatizado), a palavra tinha uma conotação negativa, uma vez que se mantém entre muitos sobre Taiwan.

Lian(恋) não é geralmente utilizado isoladamente, mas sim como parte de termos como "estar no amor" (谈恋爱, tan lian'ai- também contém 'ai), "Amante" (恋人, lianren) ou "homossexualidade" (同性恋, tongxinglian).

Qing (情), comumente significando "sentimento" ou "emoção", muitas vezes indica "amor" em vários termos. É contidas na palavra aiqing(爱情); qingren(情人) é um termo para "amante".

Em Confucionismolian é um virtuoso benevolente amor. Lian deve ser perseguido por todos os seres humanos, e reflecte uma vida moral. O filósofo chinês Mozi desenvolveu o conceito deai(爱), em reacção ao confucionismo lian. Ai, em Mohism, é amor universal para com todos os seres, não apenas para amigos e familiares, sem que haja reciprocidade. Extravagância e ofensivo são hostis à guerra ai. Embora Mozi do pensamento era influente, o confucionismo lian é como a maioria dos chineses conceber amor.

Gănqíng(感情), a sensação de um relacionamento. Uma pessoa irá expressar amor por construir boas gănqíng, realizada através ajudando ou trabalhar para outro. Afetividade em direção a uma outra pessoa ou de qualquer coisa.

Yuanfen(缘份) é uma conexão de vinculados destinos. Uma significativa relação é frequentemente concebida como dependente de forte yuanfen. É muito semelhante ao casual. Um semelhante conceptualização em Inglês é, "Elas foram feitas para si", "sorte", ou "destino".

Zaolian(Simplificado:早恋, Traditional:早恋, pinyin: zǎoliàn), literalmente, "cedo amor", Contemporâneo é um termo em uso freqüente de sentimentos românticos ou ligações entre as crianças ou adolescentes. Zaolian descreve tanto as relações entre um teenaged namorado e namorada, bem como o "esmagar es" adolescência ou início da infância. O conceito essencial indica uma crença prevalente na cultura contemporânea chinesa que, devido às exigências de seus estudos (especialmente verdadeiro para o sistema educacional altamente competitivo da China), a juventude não deve formar romântico anexos açoite sua comprometer suas chances de sucesso no futuro. Relatórios ter aparecido em chinês jornais e outros meios detalhando a prevalência do fenómeno e à sua percepção perigos para os estudantes e os receios dos pais.

Japonês

No Budismo japonêsai(爱) é cuidar do amor apaixonado, e um desejo fundamental. Ela pode evoluir para qualquer egoísmo ou abnegação e iluminação.

Amae(甘え), uma palavra japonesa que significa "indulgente dependência", faz parte da cultura da exploração infantil-Japão. Mães japonesas esperam abraços e indulgencias dos seus filhos, e as crianças são esperadas para premiar as mães por agarrados e servindo. Alguns sociólogo s têm sugerido que no japão as interações sociais na vida depois são modeladas sobre o sentimento mãe-criança amae.

Grego antigo

 

https://bits.wikimedia.org/static-1.21wmf2/skins/common/images/magnify-clip.png

Socrates and Alcibiades
Visão Vitoriana do equilíbrio da afeição e a contenção entre os mais famosos eromenos e erastes

Lawrence Alma-TademaPhidias Showing the Frieze of the Parthenon to his Friends(1868)

A linguagem grega distingue diversos sentidos em que a palavra amor é usada. Por exemplo, o grego antigo tem a expressão philiaeroságape,storge e adidasam. No entanto, com o grego como acontece com muitas outras línguas, tem sido historicamente difícil separar os significados das palavras totalmente. Ao mesmo tempo, o grego antigo em textos da Bíblia tem exemplos do verbo agapo sendo utilizado com o mesmo significado quephileo.

Agape (((polytonic | ἀγάπη))agápē), amor Em grego moderno, o termos'agaposignificaeu te amo. A palavraagapoé o verboI love. Geralmente, refere-se a um puro, ideal tipo de amor ao invés de a atração física sugerida peloeros. No entanto, existem alguns exemplos de agapeusada para significar o mesmo queeros. Ele também foi traduzido como "o amor da alma".

Eros (((polytonic | ἔρως))érōs) é amor apaixonado, com o desejo sensual E saudades. A palavra grega erota significa amor. Platão refinado sua própria definição. Embora eros seja inicialmente sentida por uma pessoa, com a contemplação torna-se uma apreciação da beleza dentro dessa pessoa, ou mesmo se torne apreciação da beleza própria. Eros ajuda a alma recordar conhecimento de beleza, e contribui para uma compreensão da verdade espiritual. Amantes e filósofos são todos inspirados a procurar pela verdade no eros. Algumas traduções o descrevem como "o amor do corpo".

Philia (((polytonic | φιλία))philía), um virtuoso desapaixonada amor, era uma Conceito desenvolvido por Aristóteles. Inclui lealdade para com seus amigos, familiares e comunidade, e exige força, a igualdade e a familiaridade. Philia é motivada por razões práticas; uma ou de ambas as partes beneficiarem da relação. Também pode significar "o amor da mente".

Storge (((polytonic | στοργή))storgē) é o afeto natural, Como a que senti por pais para filhos.

Xenia (ξενία xenía), hospitalidade, era uma prática extremamente importante na Grécia antiga. Era uma amizade quase ritualizada formada entre um o dono da hospedagem e os seus clientes, que poderiam ser desconhecidos ou não. O acolhimento e a alimentação desdes trimestralmente para o hóspede, que era esperado apenas para retribuir com gratidão. A importância deste pode ser visto em toda a mitologia grega, em particular HomeroIlíada e Odisseia.

Roma Antiga (latim)

A língua latina tem vários verbos ingleses correspondente à palavra "amor".

Amare é a base para a palavra ao amor, como ela ainda está em italiano hoje. Os romanos utilizaram-lo tanto num sentido afetuoso, bem como em um sentido romântico ou sexual. A partir deste verbo viria amans, um amante, amator, "amante profissional", muitas vezes como acessório a noção amante , amicae, 'namorada', muitas vezes, também a ser aplicada aos eufemisticamente para uma prostituta. O substantivo correspondente é amor, que também é usado no plural para indicar "amores" ou "aventuras sexuais". Esta mesma raiz também produz amicus, 'amigo', e amicitia, 'amizade' (muitas vezes baseada no benefício mútuo, e correspondendo às vezes mais de perto a "dívida" ou "influência"). Cícero escreveu um tratado chamadoOn Amizade(de Amicitia), que discute a noção com alguma profundidade. Ovídio escreveu um guia para namoro chamado Ars Amatoria (A Arte de Amar), que aborda em profundidade tudo, desde assuntos extramaritais para proteção excessiva dos pais.

Complicando um pouco a imagem, por vezes usa Latinaamare no entanto, é muito mais geralmente expressos em latim por placere ou delectare, Que são utilizados mais coloquialmente, e o último dos quais é usado com frequência na poesia de amor Catullus.

Diligere muitas vezes tem a noção "de ser afetuoso de", "a estima", e raramente ou nunca é usado de amor romântico. Esta palavra seria adequado para descrever a amizade de dois homens. O substantivo correspondente diligentia, no entanto, tem o sentido de "diligência" cuidado "e tem pouca sobreposição semântica com o verbo.

Observare é um sinônimo para "diligere"; apesar do cognato com Inglês, este verbo e dos seus correspondentes substantiva 'observantia' muitas vezes denotar "estima" ou "afeto".

Caritas é usado em latim traduções da Bíblia cristã para significar "amor caritativo". Isto significa, no entanto, que não é encontrada na literatura clássica pagã romana. Como ela nasce de um uma outra palavra com uma palavra grega, não há verbo correspondente .

Vistas Religiosas

Judaica

Em hebraico Ahava é o termo mais comumente usado tanto para o amor interpessoal como para o amor de Deus. Outros termos relacionados, mas são desiguaisChen(carência) eHesed, que basicamente combina o significado de "carinho" e "compaixão", e às vezes é prestado em Inglês como "Bondade amorosa".

Judaísmo emprega uma ampla definição de amor, tanto entre os povos como entre homem e a divindade. Quanto à primeira, o Torah afirma: "Amarás teu próximo como a si mesmo" (Levítico19:18). No que diz respeito a este último, o ser humano é ordenado a amar Deus com todo o seu coração, com toda a tua alma e com todo o seu poder "(Deuteronômio 6:5), tomada peloMishnah (um texto central Do judeu oral lei), para referir-se às boas ações, ou o desejo de sacrificar a própria vida ao invés de cometer certas transgressões graves, a sacrificar todos os seus bens e ser grato ao Senhor apesar da adversidade (tractate Berachoth 9:5). A literatura Rabina diverge quanto ao modo como esse amor pode ser desenvolvido, por exemplo, pela contemplação das boas ações divinas ou testemunhando as maravilhas da natureza.

Quanto ao amor conjugal entre parceiros, este é considerado como um ingrediente essencial para a vida: "Ver a vida com a mulher que amo" (Eclesiastes 9:9). O livro bíblico Cântico dos Cânticos é considerado uma parafraseada metáfora romântica do amor entre Deus e seu povo, mas em uma leitura mais simples encaixa-se como uma canção de amor.

O Rabino contemporâneo Eliyahu Eliezer Dessler é frequentemente citado por sua definição de amor no ponto-de vista judaico como "dar sem esperar nada em troca" (de seuMichtav me-Eliyahu, vol. 1). Amor romântico por si só tem poucos ecos na literatura judaica, embora o Rabino Medieval Judah Halevi tenha escrito uma poesia romântica em língua árabe, em seus anos de juventude - mas ele parece ter lamentado isso mais tarde.

Cristã

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Magnifying_glass_01.svg/17px-Magnifying_glass_01.svg.pngVer artigo principal: Caridade

A compreensão cristã é que o Amor vem de Deus, porque o amor é uma virtude teologal. O amor do homem e da mulher (eros em grego), bem como o amor altruísta dos outros (ágape), são frequentemente contrastadas como um amor "ascendente" e "descendente", respectivamente. Mas, estes dois tipos de amor são, em última instância, a mesma coisa.

Muitos teólogos cristãos vê Deus como fonte de amor, que é espelhado no ser humano e os seus próprios relacionamentos amorosos. C. S. Lewis, influente teólogo anglicano, escreveu vários livros sobre o amor, nomeadamente o The Four Loves. O Papa Bento XVI, na sua encíclica Deus Caritas Est (ou seja, Deus é Amor), também pretendeu reflectir sobre o amor divino para com o ser humano e a relação entre o ágape e o eros.

Há várias palavras gregas para o Amor que são regularmente referidas nos círculos cristãos:

§  Ágape - No Novo Testamentoagapē é caridade e amor altruísta e incondicional. É amor paternal e a maneira que Deus ama a humanidade, visto logo na criação do mundo ou na morte de Jesus. Por isso, é visto pelos cristãos como o tipo de amor que os homens têm de aspirar a um ou outro.

§  Phileo - Também usados na Novo TestamentoPhileo é uma resposta humana a algo que é bom e delicioso. Também conhecida como "amor fraternal".

§  Duas outras palavras de amor no idioma grego - Eros (amor sexual e amor conjugal) e storge (amor entre a criança e a mãe) nunca foram utilizadas no Novo Testamento.

Os cristãos acreditam que Jesus mandou-os a:

Cquote1.svg

Amar a Deus com todo o teu coração, mente e força e amar ao teu próximo como a ti mesmo.

Cquote2.svg

— Marcos 12-31 [3])

Eles acreditam que estes dois mandamentos são os mais importantes do Torah e da própria vida cristã (cf Evangelho de Marcos capítulo 12, versículos 28-34). Santo Agostinho resumiu isso quando ele escreveu "Ame a Deus, e faça como tu queres".

Descrevendo o amor na sua primeira epístola aos CoríntiosSão Paulo glorifica o amor como a mais importante virtude e força, declarando que "agora permanecem [...] a , a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor" (1 Cor 13:13 [3]). Ele escreveu ainda nesta epístola que:

Cquote1.svg

O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará.

Cquote2.svg

— 1 Cor13:4-8[3])

São João escreveu que:

Cquote1.svg

Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo aquele que ama nesceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus. Aquele que não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que, por Ele, tenhamos a vida. É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de espiação pelos nossospecados. Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.

Cquote2.svg

— 1 João4:7-11 [3]

.

Na mesma linha de pensamento, São João escreveu ainda que:

Cquote1.svg

Tanto amou Deus o mundo que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que crê nele não se perca, mas tenha a vida eterna. De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.

Cquote2.svg

— João3:16-18 [3]

Santo Agostinho diz que é preciso ser capaz de decifrar a diferença entre amor e luxúria. Luxúria, de acordo com Santo Agostinho, é um grande vício e pecado, mas amar e ser amado é o que este santo tem procurado por toda a sua vida. Ele mesmo diz: "eu estava no amor com amor." Finalmente, ele faz cair no amor e é amada de volta, por Deus. Santo Agostinho diz que a única pessoa que pode te amar verdadeiramente e plenamente é Deus, porque o amor dos homens tem muitas falhas, tais como "ciúme, desconfiança, medo, raiva e discórdia." De acordo com este santo, Deus é amor "para alcançar a paz, que é a sua." (do livro: As Confissões de Santo Agostinho)

Igreja Católica, reafirmando os ensinamentos do seu Magistério e da Teologia do Corpo do Papa João Paulo II, afirmou que o Amor é uma virtude teologal [4], uma "dádiva de si mesmo" e "é o oposto de usar" [5] e de afirmar-se a si mesmo [6]. Aplicado nas relações conjugais humanas, o Amor verdadeiramente vivido e plenamente realizado é uma "comunhão de entrega e receptividade" [7], de "dádiva mútua do eu e [...] de afirmação mútua da dignidade de cada parceiro". Esta comunhão "do homem e da mulher" [7] é "um ícone da vida do próprio Deus" [8] e "leva não apenas à satisfação, mas à santidade[7]. Por esta razão, a sexualidade (e o sexo), que "é fonte de alegria e de prazer[9], não exerce só a função de procriar, mas também um papel importante na vida íntima conjugal [10]. A relação sexual conjugal é considerada como a grande expressão "humana e totalmente humanizada" do Amor idealizado pela Igreja, onde o homem e a mulher se unem e se complementam reciprocamente [11]. Todo este amor conjugal proposto pela Igreja requer fidelidade, "permanência e compromisso", que só pode ser autenticamente vivido "no seio dos laços do Matrimónio" e na castidade conjugal [12].

Islâmico

Num certo sentido, o amor (al-hob, em árabe clássico) não engloba a perspectiva islâmica da vida como fraternidade universal, que se aplica a todos os que defendem a fé. Não há referências diretas afirmando que Deus é amor, mas entre os 99 nomes de Deus (Deus), é o nome Al-Wadud, ou O Amabilíssimo, que se encontra na Surah 11: 90, bem como Surah 85:14. Refere-se a Deus como sendo "cheio de bondade amorosa". No Islamismo, o amor é frequentemente utilizado como um incentivo para os pecadores poderem aspirar a ser tão dignos do amor de Deus quanto puderem. Uma vez que a pessoa tenha o amor de Deus, como a pessoa avalia o seu próprio valor é da conta de seu próprio Deus e sua. Todos os que defendem a fé tem o amor de Deus, mas a que grau ou com qual esforço ele tem agradado a Deus depende do próprio indivíduo.

Ishq (amor, em persa/farsi), ou amor divino, é o destaque do Sufismo. Sufis acredita que o amor é uma projeção da essência de Deus para o universo. Deus deseja reconhecer a beleza, e como alguém que se olha no espelho para ver a si mesmo, Deus "olha" para dentro de si mesmo pela própria dinâmica da natureza. Uma vez que tudo é um reflexo de Deus, a escola de Sufismo prática para ver a beleza interior do que é aparentemente feio. Sufismo é muitas vezes referida como a religião do amor. Deus nos Sufismo é referido em três principais conceitos que são: O amanteO amado e O adorado cujo último desses termos é frequentemente visto em Sufi poesia. Uma visão comum é a de que através do amor sufismo a humanidade pode voltar à sua inerente pureza e graça. Os santos de sufismo são infames por serem "bêbados", devido ao seu Amor por Deus, portanto, há constante referência ao vinho na poesia e música Sufi.

Budista

Em BudismoKāma é amor sensual, sexual. É um obstáculo no caminho para iluminação, uma vez que é egoísta.

Karuṇā é compaixão e misericórdia, o que reduz o sofrimento dos outros. É complementar à sabedoria, e é necessário para a iluminação.

Adveṣa e maitrī são amor benevolente. Isso é amor incondicional e requer considerável aceitação dos outros. Isto é bastante diferente do amor ordinário, que normalmente é possessivo e sexual, e raramente ocorre sem auto-interesse. Em vez disso, o amor benevolente significa desprendimento e altruísta interesse no bem-estar dos outros.

Bodhisattva ideal no budismo mahayana envolve a completa renúncia de si mesmo, a fim de assumir o encargo de diminuir o sofrimento no mundo.

Hindu

No hinduísmo, kāma é agradável. É o amor sexual, personificado pelo deus Kama. É a terceira etapa da vida, após as etapas de brahmacarin (estudante) e artha (riqueza material).

Em contraste com kāma, prema ou prem refere-se ao elevado amor. Contudo, o termo bhakti é usado para significar o amor maior, o amor ao divino.

Karuna é compaixão e misericórdia, o que reduz o sofrimento dos outros.

Bhakti é um termo sânscrito significando "amorosa devoção ao Deus supremo". Uma pessoa que pratica bhakti é chamada bhakta. Escritores, teólogos, filósofos têm distinguido nove formas de devoção que eles chamam de bhakti. Por exemplo, no Bhagavatha-Purana e em Tulsidas. A obra filosóficaNarada Bhakti Sutra, escrita por um autor desconhecido (presume-se Narada), distingue onze formas de amor.

Bibliografia

§  R. J. Sternberg. Uma teoria triangular do amor. 1986. Psicológicos Review, 93, 119-135

§  R. J. Sternberg. Liking versus amorosa: Uma avaliação comparativa das teorias. 1987. Boletim psicológica, 102, 331-345

§  Dorothy Tennov. Love e Limerence: a experiência de estar em Love. New York: Stein e Dia, 1979. ISBN 0-8128-6134-5

§  Helen Fisher. Porque Nós Love: a Natureza e a Química do Amor Romântico

§  Henry Chadwick e Edzrin. "Saint Augustine Confessions". Oxford University Press, 1998.

§  Wood, Wood e Boyd. O Mundo de Psicologia. 5 ª edição. 2005. Pearson Education, 402-403

Referências

1.     In "O Diagrama do Conhecimento da Partição Económica e da História - Gráfico da Pirâmide Forense".

2.     Mitos, sonhos e religião, Joseph Campbell, p. 162

3.    ↑ a b c d e As citações bíblicas foram tiradas da edição do Novo Testamento da Difusora Bíblica

4.     Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC); n. 388

5.     GEORGE WEIGEL, A Verdade do Catolicismo, Lisboa: Bertrand Editora (tradução de 2002); cap. 6, pág. 101

6.     GEORGE WEIGEL, A Verdade do Catolicismo; cap. 6, pág. 105

7.    ↑ a b c GEORGE WEIGEL, A Verdade do Catolicismo; cap. 6, pág. 106-107

8.     GEORGE WEIGEL, A Verdade do Catolicismo; cap. 6, pág. 108

9.     Catecismo da Igreja Católica (CIC), n. 2362

10.   Ibidem, n. 2360 e 2363

11.   GEORGE WEIGEl, A Verdade do Catolicismo; cap. 6; págs. 101, 104 e 105

12.   GEORGE WEIGEL, A Verdade do Catolicismo; cap. 6, pág. 102

Ver também

§  Emoções

§  Sentimentos

§  Paixão

Ligações externas

§  The Anatomy of Love (em inglês) Explanation of Theories of Love

§  O amor citado no Evangelho (em português)

§  A Ciência do Amor (em inglês)

 

Pesquisar no site

Contato

Casosdelondresyard